Corinthians sofrerá grande reformulação

Se havia alguma dúvida, após o resultado de ontem nem o motorista do Corinthians ousa duvidar de que vai haver uma grande reformulação no elenco que disputou e fracassou no Campeonato Paulista. No vestiário, sob o calor dos protestos da torcida, o técnico Oswaldo de Oliveira evitou "queimar" atletas. Mas os atletas reconhecem que deve haver mudança no meio da temporada para evitar que o time corra riscos de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, que começa em 21 de abril. "Isso (a mudança do elenco) é um comentário que a gente tá ouvindo faz tempo.São mais de 35 jogadores. Mas esse assunto fica por parte da diretoria", disse o zagueiro Anderson.Com a mencionada superlotação no grupo de atletas, o ambiente no clube se aproxima daquele vivenciado pelos funcionários de uma empresa privada às vésperas de um "facão", um grande corte de pessoal. Mesmo sendo o "executivo" encarregado de listar quem sai e quem fica no elenco, o treinador corintiano não quer que o clima de terror se propague. "Lógico que precisamos reforçar (o time). Mas isso tem que ser feito em um momento próprio, com equilíbrio", limitou-se a dizer Oswaldo de Oliveira. A torcida que fez plantão após a partida para protestar reforçou a mensagem de enviada das arquibancadas ao término do jogo. O desejo dos corintianos é que haja uma reformulação não só no time, mas também na diretoria. "Essa diretoria é incompetente. Tem que tirar desde o diretor até o roupeiro. Se não fosse aquele time lá (em referência ao arqui-rival São Paulo), a gente estaria na Segundona", disse Ronaldo Pinto, da Gaviões. Barrado ontem por causa de uma contusão no pé esquerdo, o goleiro Fábio Costa, o maior investimento do Corinthians em 2004, viu a partida das cadeiras do Pacaembu. O médico Paulo de Faria explicou por quê: "Ele fez tratamento, mas ainda estava sentindo dores no local e não podia entrar em um jogo tão importante como esse", resumiu.

Agencia Estado,

15 de março de 2004 | 08h55

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