Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Corinthians tem motivos para sonhar com o bi do torneio

Time atropelou o Once Caldas na fase preliminar da competição e mostrou que tem recursos técnicos e gana para ir longe na disputa

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2015 | 19h50

O que antes era preocupação, virou motivação para o Corinthians. A pré-Libertadores diante do Once Caldas foi o primeiro desafio para Tite, técnico do vexame de 2011, contra o Tolima, na mesma situação. Mas a maneira como a equipe jogou as duas partidas (goleada por 4 a 0 no Itaquerão e empate por 1 a 1 em Manizales) animou os corintianos para a sequência do torneio.

Em pouco mais de um mês de trabalho desde o seu retorno ao clube, Tite já conseguiu fazer com que a equipe apresentasse a consistência defensiva que notabilizou o Corinthians durante a sua passagem vitoriosa, entre 2010 e 2013. O treinador soube aproveitar a base deixada por Mano Menezes e acrescentou alguns conceitos que aprendeu durante o ano sabático, no qual viajou para a Europa para estudar. Não à toa a equipe chegou a ficar 500 minutos sem sofrer gol neste início de temporada até ser vazada diante do Once Caldas no jogo de volta.

No ataque, o Corinthians é hoje um time que toca melhor a bola do que nos tempos de Mano Menezes. Assim, a equipe consegue controlar a partida e evitar que o adversário pressione a defesa. Elias passou a jogar mais adiantado para apoiar os homens de frente. Com esse novo desenho tático, são frequentes as vezes em que o volante chega de surpresa no ataque e pega o adversário desprevenido.

Outra arma do Corinthians para conquistar o bicampeonato da Libertadores é Emerson Sheik. O atacante retornou à equipe depois de passar seis meses emprestado ao Botafogo. Tite chegou a dizer que Emerson só iniciou o ano como titular porque Malcom estava com a seleção Sub-20. E Sheik soube aproveitar a chance. O primeiro gol do Corinthians na Libertadores foi marcado por ele, um golaço, reforçando sua condição de jogador que costuma brilhar em partidas importantes.

Apesar de o Corinthians estar no chamado "grupo da morte" com São Paulo, San Lorenzo (Argentina) e Danúbio (Uruguai), Tite confia que a equipe pode avançar – e bem – para as oitavas de final. Pelas contas da comissão técnica, o time tem de ganhar os três jogos em casa e roubar pontos fora.

Contra o San Lorenzo, por exemplo, na segunda rodada, o Corinthians terá a seu favor o fato de que a partida será disputada com portões fechados – o clube argentino foi punido pela Conmebol por incidentes no jogo diante do River Plate pela final da Recopa Sul-Americana. Na Libertadores, o apoio da torcida pode fazer a diferença, e jogar num campo vazio na Argentina é uma vantagem e tanto.

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