Corinthians testa a pontaria contra o lanterna Rio Claro

Time alvinegro enfrenta o lanterna do Campeonato Paulista no Morumbi com obrigação de uma boa vitória

Fabio Hecico, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2008 | 07h13

Cada jogo é uma história diferente, não se cansam de falar os jogadores, num chavão bastante gasto no futebol. Mas que o Corinthians adoraria repetir o resultado do último confronto frente o Rio Claro neste domingo, às 16 horas, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista (com acompanhamento online do estadao.com.br), ninguém discute. Em 2007, com 4 gols de Roger e outro de Wilson, goleou o rival, no Pacaembu, por 5 a 0. Esta tarde, a ordem de Mano Menezes e acabar com os erros de finalização e colocar o pé na forma na hora de sair na frente do goleiro adversário.Veja também: Classificação Calendário e resultadosDiante do lanterna da competição, os três pontos viraram obrigação, algo óbvio para time grande. Mas de vital importância na reta final do Estadual. Com a derrota do Noroeste, na sexta-feira, um triunfo significa abrir 4 pontos de rival direto na luta pelo G4. E apagaria o tropeço por 2 a 2 com o Juventus.E com o crescimento de Santos e a regularidade de Barueri e Ponte Preta, um real perigo de desclassificação, algo proibido de ser falado no Parque São Jorge. "Não chegar entre os quatro seria uma enorme decepção, um fracasso após tudo o que já fizemos até agora", já proclamou o técnico Mano Menezes, irritado por seus atacantes virem perdendo diversos gols durante os jogos."Acho que temos de ter um pouco mais de tranqüilidade na frente, não ir ansioso para fazer os gols. E às vezes tem um companheiro sozinho e o outro chuta", reconhece o meia-atacante uruguaio Acosta. "Podíamos ter matado os jogos contra o Fortaleza (2 a 1) e também contra o Juventude (trocou o nome do Juventus) e faltou calma." CORINTHIANSFelipe; Chicão, William e Carlão (Marcel); Carlos Alberto, Fabinho, Perdigão, Acosta (Héverton) e André Santos; Dentinho e Herrera (Acosta)Técnico: Mano Menezes RIO CLAROGilson; Dão, Toninho e Douglão; Eric, Douglas Peruíbe, Cléber Gaúcho, Cacique e João Paulo; Luciano e MirandinhaTécnico: Edu MarangonÁrbitro: Luiz Flávio de OliveiraEstádio: Morumbi, em São Paulo (SP)Horário: 16 horasRádio: Eldorado/ESPN - AM 700TV: Pay-per-viewNeste domingo, a ordem de Mano é explícita para os atacantes: as finalizações têm de ir em direção ao gol e todos podem chutar à vontade. Será sufoco sobre o Rio Claro desde o apito inicial. "Quando fazemos um gol cedo, ficamos mais tranqüilos", diz, sempre, o atacante Dentinho.De sua cabeça não saem os confrontos contra o Barras-PI, pela Copa do Brasil, e diante do líder Guaratinguetá. Em ambos os triunfos (6 a 0 e 2 a 0, respectivamente) a equipe abriu o marcador logo e pôde se impor nos contragolpes, levando grande perigo em suas arrancadas em alta velocidade.E foram os jogos aos quais o atacante marcou os cinco gols pedidos por dona Nice, sua mãe. Apesar de cumprir sempre as promessas e ser o artilheiro do time no ano, ao já ter balançado as redes adversárias em 8 oportunidades, o atacante voltou a viver na gangorra dos bons jogos mesclada com partidas pouco felizes e falhas na hora de concluir as jogadas, fato que o acompanha desde o início da temporada.Presença constante no time - só não encarou o Palmeiras por estar suspenso -, Dentinho tenta não fazer uma trinca ingrata. Em 16 rodadas, ele já ficou por duas séries de quatro jogos sem marcar gols. E nos últimos três jogos amargou jejum."A gente como time tem criado e desperdiçado oportunidades boas, mas estamos trabalhando forte para corrigir isso o mais rápido possível", reconhece o capitão William. "O setor ofensivo tem feito tudo o que pode e o defensivo conseguindo ter boa participação, até marcando gols. Vamos suprindo e é assim que funciona um grupo", segue na defesa o zagueiro.Sua serenidade, entretanto, contrasta com uma certa falta de paciência de Mano Menezes. Após amargar uns resultados inesperados, o comandante vem apelando para extenuantes trabalhos de finalizações, sob a orientação de seu auxiliar Sidnei Lobo. O desempenho, contudo, segue bem crítico, a ponto de enlouquecer os corintianos. "E nos jogos ainda temos marcadores pela frente", diz Acosta.

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