Corinthians testa nervos contra o River

Desde janeiro, quando chegou ao Parque São Jorge, o técnico do Corinthians, Geninho, já teve oportunidade de testar vários aspectos de seu grupo. Às vezes experimenta esse ou aquele esquema tático, analisa o comportamento de cada atleta para ver quem pode ser o líder e, claro, mantém disputa permanente por vaga no time titular. No entanto, a vez agora é de testar os nervos da equipe. O jogo de quinta-feira, às 15h30, contra o River Plate, no Monumental Del Nuñez, é considerado por todos um teste definitivo para o equilíbrio emocional. Por mais que a comissão técnica realize, paralelamente ao trabalho técnico/tático, um acompanhamento psicológico, ninguém ainda está totalmente seguro de que os atletas estão preparados para a famosa "pressão da Libertadores". Na realidade, para muitos, sobretudo torcedores, o início das oitavas-de-final, quando a competição continental deixa de lado as fases de classificação e entra nos mata-matas, é quando a Libertadores começa de fato. Um exemplo que é constantemente citado por Geninho em suas conversas com os atletas é o do Santos, que empatou por 4 a 4 com o El Nacional, em Montevidéu. Os santistas voltaram indignados com a violência e catimba do adversário. O meia Diego teria até sido vítima dos dentes de um zagueiro uruguaio. "Sabemos que tanto argentinos como times de outros países da América do Sul utilizam bastante desses recursos (intimidação). Já é tradição", afirmou o atacante Gil. "Mas estamos nos preparando para enfrentar isso." Experiência - Uma das pessoas que mais têm auxiliado Geninho na missão de preparar os jogadores é o supervisor Valdir Joaquim de Moraes. Com a experiência de quem participou de sete Taça Libertadores, "seu Valdir" não só trabalha como ?observador? como também aproxima-se mais dos atletas em momento delicados. Para ele, a vantagem dos times de outros países é a experiência que possuem na competição. "Para eles a Libertadores sempre foi importante. É que os brasileiros a descobriram somente no início dos anos 90, quando deixou de ser deficitária", lembrou. "Antigamente a catimba era maior. Hoje, com a televisão transmitindo ao vivo ou gravando as partidas, melhorou bastante, tanto a questão da violência como das arbitragens duvidosas. Aniversário - O zagueiro Fábio Luciano completou hoje 28 anos e, só para variar e ser original, pediu como presente de aniversário um bom resultado diante dos argentinos. E de preferência, claro, uma vitória. Por enquanto, só faltou a tradicional comemoração entre os jogadores. Isso porque a farra com ovos e farinha está proibida no clube. "Paramos com isso, já que ninguém vê mais graça", afirmou o capitão. "Aqui só queremos o cumprimento dos amigos."

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