Corinthians: torcida ignora brigas

A gigantesca fila de corintianos, dando volta ao redor do Parque São Jorge, todos querendo comprar ingresso para o jogo de quarta-feira, às 20h30, no Pacaembu, contra o Cruzeiro, dava razão ao lateral Gustavo Nery, que dissera: "O jogo é o que interessa. O resto, não." A frase de Nery se explica: ele foi questionado em relação às inúmeras brigas que estão acontecendo entre os atletas, e acabou sendo prático na resposta: "Se se está brigando e ganhando, não faz mal. Pior seria brigar e perder. Não dá para reclamar de nossos resultados." Com relação à fila, também há explicação. Os torcedores queriam garantir bom lugar para ver a importante partida do seu clube, que já está em 3.º no Brasileiro e terá a volta dos argentinos Tevez e Mascherano. E a chance até de liderança do campeonato. O que não se explica: nem as quatro vitórias consecutivas acalmaram o elenco. É fácil perceber que os nervos estão à flor da pele. Qualquer desentendimento se torna desculpa para agressões físicas, desde que a MSI trouxe os galácticos, ganhando muito mais dinheiro que os demais. Para evitar a divisão escancarada no elenco, Márcio Bittencourt tem se desdobrado e usado toda a sua experiência de ex-jogador. Esperto, Márcio fica o mais próximo possível dos jogadores nas brigas. Não toma lado nenhum. Para evitar colidir com o grupo, não pede publicamente punição a nenhum atleta que brigar. "O que tem acontecido são desentendimentos comuns. Somos todos homens, e futebol é coisa para homem."

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