Corinthians vence depois de 39 dias

Depois de 39 dias, o Corinthians voltou a sentir o gostinho da vitória. A equipe do técnico Carlos Alberto Parreira, sensação do primeiro semestre, ao conquistar o Rio São Paulo e a Copa do Brasil, já carregava o incômodo jejum de seis jogos sem ganhar. Foram três empates, Taubaté, Paysandu e Náutico, todos por 1 a 1 e três derrotas, Fluminense 1 a 0 e 3 a 1 para Jundiaí e Santos. O último triunfo foi sobre o Guarani, 2 a 1. Mas engana-se que a vitória foi fácil. Mesmo tendo todos atletas à disposição - exceção aos contundidos Leandro e Deivid e a Ricardinho que aguarda negociação -, o adversário ser da Série A3 e contar somente com quatro titulares, o Corinthians conseguiu a vitória por 1 a 0 sobre o Osasco, só no segundo tempo, com Luciano Ratinho. "Não temos nada a ganhar com estes amistosos, mas precisamos melhorar nosso ritmo de jogo", disse Parreira. "E o Osasco não nos exigiu, nosso maior adversário foi o campo", concluiu, bronqueando sobre as condições do gramado. "De que adianta ter técnica se dominar a bola é impossível?" Mas pôde, ao menos, observar o garoto Moreno, de 19 anos, um possível substituto para Ricardinho. Apesar de ser lateral-esquerdo, ele atuou como meia e não decepcionou. Fez tabelas com Kléber, tentou alguns dribles e até toque de calcanhar deu, mostrando personalidade. E mais, como armador, encontrou Gil livre, na linha de fundo. O atacante cruzou, o goleiro falhou, e Luciano Ratinho fez o único gol do jogo, aos 17 minutos do segundo tempo. "Ele mostrou ser um grande jogador, mas está longe de ser comparado ao Ricardinho," disse Parreira. Piada - A partida foi marcada por lances ao melhor estilo pastelão. Antes do apito inicial do árbitro, o placar mostrava Osasco x Palmeiras. Em campo, jogadores caindo de forma grotesca, ao pisar na bola, bandeirinha invadindo o campo pensando que o juiz havia terminado o primeiro tempo enquanto a bola rolava. Na segunda etapa, Rubinho e Scheidt, em seus primeiros lances, proporcionaram o único lance de perigo do Osasco. Trombaram e a bola foi em direção do gol. Rubinho conseguiu evitar que a bola transpusesse a linha. E tinha mais. A cada bicão dos zagueiros, a bola ia na rua. O representante também entrou em cena. Não deixou Ângelo entrar, alegando que o Corinthians já tinha feito as substituições combinadas. O preparador-físico Moracy Sant?Anna teve de implorar a Wagner Basílio, técnico rival. Foi atendido.

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