Corinthians vence e se classifica

O Corinthians deu uma verdadeira aula de futebol ao São Paulo, que de máquina de jogar bola passou a um time medíocre, limitado e lento. A equipe de Parque São Jorge não teve dificuldades para fazer 3 a 1, chegar aos 27 pontos e garantir a classificação para a semifinal do Torneio Rio-São Paulo, para a Copa dos Campeões e para o Supercampeonato Paulista. O São Paulo, que perdeu pela 4.ª vez seguida, tem 23 e se mantém na 3.ª posição, mas passa a ser ameaçado por São Caetano, Fluminense e Vasco. Desde o início, o Corinthians mostrou-se superior. Atacava mais, marcava melhor. Todos corriam, enquanto os adversários apenas olhavam. Mesmo assim, o São Paulo chegou a criar três boas oportunidades de gol. Mas tinha Dida pela frente. Ele brilhou, fez excelentes defesas e, apesar de contestado por muitos, vem provando ser goleiro de seleção brasileira. O gol corintiano saiu aos 25 minutos. Leandro tocou para Rogério, que chutou fraco, mas surpreendeu Rogério Ceni: 1 a 0. Um dos maiores adversários do São Paulo no clássico foi a desunião do grupo, marcante nas últimas rodadas. Um reclamava com o outro, ninguém se olhava. No intervalo, o zagueiro Emerson não vacilou em criticar o companheiro Reinaldo, que desperdiçou chance incrível de gol. "Infelizmente, as pessoas vão criticar a defesa quando o time sofre gol. Tivemos a chance de marcar com o Reinaldo, mas não fizemos e quem não faz toma", declarou, visivelmente irritado. Enquanto França e Kaká não se entendiam, Kléber, Leandro e companhia faziam festa na defesa rival. Conforme afirmou Gil, a defesa do São Paulo é lenta. E, no jogo, apenas comprovou o pensamento do corintiano. Emerson e Wilson perderam quase todas as jogadas na velocidade. No intervalo, Nelsinho Baptista trocou Souza por Adriano e o novato Daniel - substituiu Maldonado, gripado - por Lúcio Flávio. Nada mudou. O Corinthians seguiu melhor, mas, num contra-ataque, o São Paulo empatou. Kaká fez ótima jogada, sua única na partida, e tocou para Reinaldo marcar. O gol de empate apagou um pouco a péssima atuação são-paulina e a vitória da equipe de Carlos Alberto Parreira era apenas questão de tempo. O treinador foi profético. Na metade da segunda etapa, pôs Renato no lugar de Gil. O meia, inspirado, fez dois gols em poucos minutos e garantiu a 8.ª vitória do time na competição. No fim, os sãopaulinos perderam a cabeça. Wilson foi expulso e Emerson agrediu Ricardinho. "Ele não precisava dar aquela entrada, poderia ter quebrado meu tornozelo." O zagueiro alegou que não "fez por maldade". O resultado põe em risco a permanência de Nelsinho Baptista no comando do São Paulo. Se o time não passar pelo Figueirense, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, as possibilidades de ele deixar o cargo são grandes. O Corinthians, pelo mesmo torneio, enfrenta, no mesmo dia, o Cruzeiro.

Agencia Estado,

31 Março 2002 | 18h04

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