Corinthians vence o Santos pelo Paulista com show de Dentinho

Atacante ofusca embate entre Ronaldo e Neymar e garante vitória corintiana no clássico alvinegro no Pacaembu

Alan Rafael Villaverde, estadao.com.br

22 de março de 2009 | 17h59

Paulo Liebert/AE

Dentinho comemora o gol da vitória do Corinthians por 1 a 0 diante do rival Santos, no Pacaembu

SÃO PAULO - Ronaldo e Neymar eram os chamarizes para o clássico alvinegro, mas foi Dentinho a estrela da vitória do Corinthians sobre o Santos por 1 a 0 na tarde deste domingo, dia 22, no estádio do Pacaembu, em partida válida pela 15.ª rodada do Campeonato Paulista, que também ficou marcada pela confusão entre torcedores do clube praiano e policiais militares, que culminou até na participação do presidente do Santos, Marcelo Teixeira.

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"Todos falaram do Ronaldo. Eu aproveitei e apareci", brincou o garoto Dentinho, que marcou o gol da vitória corintiana aos 15 minutos do primeiro tempo, após belo cruzamento de Douglas, pela esquerda. "O professor [Mano Menezes] disse para ir para cima deles [defesa do Santos] e foi o que eu fiz na partida", completou.

Com o gol de Dentinho, o Corinthians comemora sua primeira vitória em clássicos regionais desde outubro de 2007, quando bateu o São Paulo por 1 a 0, gol de Betão, no Morumbi, quando a equipe lutava para não cair à Série B, o que veio a acontecer de forma dramática. Hoje, a equipe vive um momento completamente diferente e, invicta, chega aos 33 pontos, na segunda posição do Paulistão, e fica cada vez mais perto de assegurar sua vaga às semifinais.

Já o Santos, que contava com o frenesi criado em torno de Neymar, de apenas 17 anos, para continuar a vencer, permanece com 27 pontos e fica de fora do G-4, mas ainda vivo na luta por sua vaga às semifinais da competição.

O MELHOR ESQUEMA

O técnico do Santos, Vágner Mancini, ousou ao tentar surpreender o Corinthians com três atacantes: Neymar, Roni e Kléber Pereira. "Eu espero que eles marquem e saiam ao ataque com rapidez", avisou o treinador. O que se viu, no entanto, foi uma equipe sem armação alguma, já que o meia Lúcio Flávio foi figura apagada mais uma vez, deixando o trio ofensivo sem função e com a necessidade de recuar em demasia para buscar a bola.

Melhor para o Corinthians que, com a formação clássica 4-4-2, dominou o meio-campo e liquidou com o jogo nos primeiros 20 minutos. Contando com o futebol consistente de Elias e o passe preciso de Douglas, Dentinho fez o que quis com os defensores santistas, criando chances e elevando o grito da torcida corintiana presente ao Pacaembu.

Mostrando oportunismo para infiltrar na marcação da defesa santista, Dentinho marcou o gol da vitória ao desviar a bola, oriunda de um belo cruzamento de Douglas pela esquerda, vencendo o goleiro Fábio Costa. "Eu sabia que a atenção seria toda para o Ronaldo, e eu teria espaços para atacar. Fui feliz e marquei um belo gol de cabeça", comentou o atacante.

 Corinthians 1
Felipe; Alessandro, William    , Chicão e André Santos    ; Cristian, Elias (Fabinho), Boquita e Douglas; Dentinho (Morais) e Ronaldo (Jorge Henrique)
Técnico: Mano Menezes
 Santos 0
Fábio Costa    ; Luizinho     (Pará), Fabão, Fabiano Eller e Triguinho; Rodrigo Souto    , Germano     e Lúcio Flávio (Paulo Henrique); Neymar (Madson), Roni e Kléber Pereira
Técnico: Vágner Mancini
Gols: Dentinho, aos 15 minutos do primeiro tempo

Árbitro: Rodrigo Martins Cintra

Renda: R$ 1.047.750,00

Público: 36.093 total

Estádio: Pacaembu, em São Paulo

APAGADOS

Antes tidos como atrações principais do clássico, Ronaldo e Neymar tiveram atuações discretas. O Fenômeno correu, saiu para armar jogadas e teve duas boas chances para marcar seu gol, mas as conclusões não foram precisas. E, como esperado, o atacante foi substituído no segundo tempo, já que não está preparado para suportar os 90 minutos.

Neymar, por sua vez, ficou escondido por causa da forte marcação de Cristian e a cobertura de Elias. Apesar de sua movimentação, o atleta de 17 anos teve duas boas chances, sendo a principal delas um chute na entrada da pequena área, aos 10 minutos do segundo tempo, mas Felipe saiu bem e fez a defesa.

MUDANÇAS

Ciente de que sua ideia de escalar três atacantes não fora a melhor, Vágner Mancini mudou o esquema do Santos, colocando o time mais à frente, com as entradas de Pará e Madson. Chances para empatar, no entanto, simplesmente não apareceram em decorrência do excesso nos erros de passes. Kléber Pereira, a principal arma do ataque, teve apenas uma oportunidade para concluir em gol, num chute rasteiro, defendido por Felipe.

TRANQUILIDADE

Com a vitória em mãos, o Corinthians manteve sua marcação no meio-campo e explorou os contra-ataques, de forma esporádica, o que foi suficiente para garantir a vitória no clássico. "Sabíamos que o Santos jogaria com dois atacantes enfiados no miolo de nossa zaga, e tivemos que armar a equipe de forma mais coesa para não sofrer sustos. Fizemos as escolhas certas e, com uma ótima partida do Elias e do Boquita, vencemos o jogo", concluiu o técnico Mano Menezes.

VELHA E TRISTE ROTINA

Assim como acontecera no clássico entre São Paulo e Corinthians, o embate entre policiais militares e torcedores aconteceu ao término da partida. Chateados com o resultado, além do clima criado durante a semana por causa da polêmica envolvendo o número de ingressos disponibilizados, torcedores do Santos entraram em conflito com policiais, evidenciando, mais uma vez, a necessidade de medidas para coibir tais atitudes. Até o presidente do clube praiano, Marcelo Teixeira, se envolveu na confusão. "Tentei argumentar com o comando da polícia que era desnecessário entrar em atrito com a torcida do Santos", comentou.

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