Corinthians vence Ponte e vai à final

Seis anos depois, Corinthians e Grêmio voltam a protagonizar uma final de Copa do Brasil. Os paulistas chegaram à decisão com uma vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, hoje, em Presidente Prudente. Além disso, defendem uma seqüência de seis jogos sem levar gols. Já os gaúchos passaram pelo Coritiba por 1 a 0, em Curitiba, com um gol de Zinho. A primeira partida será domingo, às 15 horas, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. O segundo e decisivo encontro acontece uma semana depois, dia 17, no Morumbi. Em 1995, a equipe do Parque São Jorge venceu os gremistas por 1 a 0, no Sul, e conquistou o título. Para repetir o feito, a diretoria alvinegra já assegurou um estímulo extra. Vai pagar o mesmo R$ 1,5 milhão do Campeonato Paulista, que serão divididos entre o elenco de acordo com a participação que cada um teve durante a competição. Outra boa notícia para os corintianos é a ausência de Marcelinho Paraíba do primeiro jogo. Ele terá de cumprir suspensão automática por ter sido expulso hoje. Ameaça cumprida - O clima hostil anunciado na véspera da partida concretizou-se dentro do campo. O jogo foi marcado por muita catimba e faltas. Logo aos 4 minutos, o lateral-esquerdo corintiano André Luiz e o meia da Ponte, Piá, trocaram xingamentos e agressões na beira do campo. O árbitro Alfredo dos Santos Loebeling fingiu que não viu e economizou o cartão. Bastou os ânimos esfriarem para o Corinthians abrir o placar. Aos 10, quando os times já somavam 14 faltas, Marcelinho surpreendeu a defesa adversária ao cobrar rápido uma falta na intermediária. Ewerthon avançou sozinho e, na saída do goleiro Alexandre, mostrou um talento hollywoodiano para cavar a falta. Loebeling caiu na armadilha do corintiano e marcou a penalidade, convertida por Marcelinho. Em desvantagem, os jogadores da equipe de Campinas resolveram preocupar-se mais com a partida do que com as rixas que povoaram o noticiário envolvendo Marcelinho Carioca, insistentemente chamado de desleal pelos adversários. A partir daí, a Ponte passou a aventurar-se mais no ataque, principalmente com as avançadas rápidas de Elivélton, que arriscou alguns chutes de longa distância, mas sem muito perigo para o gol de Maurício. Mas sem um esquema de jogo definido, a Ponte Preta não sustentou a domínio por muito tempo. O time de Wanderley Luxemburgo voltou a equilibrar as ações e, aos 46, Ewerthon, aproveitando cruzamento da esquerda de Müller e uma falha de Alexandre, que largou a bola em seus pés, ampliou. O nervosismo da partida ficou evidente nas palavras de Piá no intervalo. "Nosso time precisa de homens", disse. "Nosso time precisa de 11 e não apenas 5 ou 6 jogadores." Mas a bronca não resolveu. No segundo tempo as duas equipes demonstraram um futebol apático. O único momento de emoção aconteceu aos 29, quando Gil entrou na área em velocidade pelo lado esquerdo e foi derrubado. Desta vez Loebeling acertou a anotou o pênalti. André Luiz cobrou e marcou o terceiro.

Agencia Estado,

06 de junho de 2001 | 23h45

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