Corinthians vive a fase do "muito prazer?

Chegam a ser hilárias algumas situações vividas pelo grupo de jogadores e comissão técnica do Corinthians em Extrema, cidade no sul de Minas na qual a delegação realiza a pré-temporada. Com 12 atletas contratados no período de férias e vários promovidos das divisões de base (e que, por enquanto, não despontaram no cenário nacional), muitos não sabem o nome do companheiro que corre ao lado no treino. Ainda é comum ouvir pedidos de desculpa por troca ou uma consulta ao colega mais próxima para "lembrar" o nome (vale até apelido) desse ou daquele. Juntos desde segunda-feira, ou seja, com pouco mais de 48 horas de convívio, o grupo passa por uma fase de estudos. Enquanto os novatos se mostram mais tímidos e buscam se encaixar em algum dos nichos existentes, os mais experientes procuram descontrair o ambiente. Rogério, Gil e Fabrício são os mais atuantes. "É normal que nessa fase que se formem alguns grupos. Os caras se aproximam por vários motivos. Pode ser a preferência musical, gostar de jogar videogame ou simplesmente porque já trabalharam juntos em algum outro clube", comentou o atacante Marcelo Ramos. "Eu mesmo reconheço que não sei o nome de todo mundo ainda." O mesmo ocorre em relação aos integrantes da comissão técnica. Os recém-chegados ao Parque São Jorge não sabem exatamente como lidar com o técnico Juninho Fonseca. Nesse caso, como tradicionalmente acontece, o mais procurado para conversas acaba sendo mesmo o auxiliar-técnico Jairo Leal. O fato de trabalhar ao lado de Carlos Alberto Parreira na seleção brasileira (situação vivida também pelo preparador-físico Moracy Sant´Anna) também desperta a curiosidade dos atletas sobre Leal. Ôôôô... - A falta de intimidade entre os jogadores fica clara nos treinamentos com bola. Na hora do passe ou de trocar idéias sobre posicionamento, ouve-se o famoso "ôôô...ééé...vai lá!". "É só questão de tempo. Daqui uns dias a gente já vai estar dando bronca e cobrando um do outro numa boa, como se todos já se conhecessem há anos", garantiu o atacante Gil, um dos remanescentes da temporada 2003.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.