Corinthians vive dependência de Liédson

Se Júnior poderá contar com todos os reforços que vai solicitar à diretoria do Corinthians, ninguém sabe. Porém, um detalhe já está definido: haverá a contratação de um atacante de área, finalizador, que atenda aos apelos do treinador. Hoje, o nome mais forte que circula nos bastidores do clube é o de Dimba, destaque do Goiás no Campeonato Brasileiro. Com 22 gols, é o vice-artilheiro da competição, um atrás do são-paulino Luís Fabiano.Tanto Júnior como o diretor-técnico, Roberto Rivellino, não precisaram se esforçar muito para convencer a alta cúpula corintiana ? leia-se o presidente Alberto Dualib, o vice de Futebol, Antonio Roque Citadini, e o vice de Finanças, Carlos Mello ? da necessidade da negociação. Os números se encarregam de deixar evidente a penúria do ataque corintiano.A estatística é simples. Na atual temporada, o Corinthians contou com um atacante de área, finalizador. Foi Liedson, hoje atleta do Sporting, de Portugal. Durante o Brasileiro, o time realizou 26 jogos com Liedson em campo, marcou 42 gols, o que representa média de 1,61 por partida.Depois da negociação com os portugueses, a equipe do Parque São Jorge passou a contar apenas com jogadores das categorias de base (Abuda, Jô, Wilson) que, por falta de experiência e confiança, não resolveram o problema. Nesse período, contando até o clássico do último fim de semana (derrota diante o São Paulo por 3 a 0), os corintianos jogaram 10 vezes e marcaram oito gols. A média caiu para 0,8 por partida. Em outras palavras, a metade.Se os dados da atual temporada forem comparados com 2002, o drama persiste, porém é menos constrangedor. No Nacional do ano passado, o Corinthians disputou 31 jogos, com 50 gols marcados, o que representa média de 1,61. Já na atual temporada foram os mesmos 50 gols, só que em 36 rodadas, o que faz a média cair para 1,38.

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