Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians

Corinthians vive drama com ataque e convive com a zona de rebaixamento

Em 13 jogos com Jair Ventura, time fica sem marcar por sete vezes e está a apenas cinco pontos do grupo da degola

João Prata, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2018 | 05h00

O Corinthians retoma os trabalhos hoje à tarde com o mesmo problema a martelar a cabeça da comissão técnica e dos jogadores: a falta de gols. A dificuldade ofensiva impede o time de conseguir se afastar da zona de rebaixamento de vez e deixa os torcedores em alerta para as seis rodadas que faltam para o término do Campeonato Brasileiro.

O técnico Jair Ventura tem priorizado nos trabalhos a saída de bola, o posicionamento ofensivo, as conclusões a gol. Tem ensaiado jogadas e procura escalar entre os titulares aqueles que demonstram melhor desempenho em campo. Na teoria está tudo certo. O problema é que na prática a equipe está longe de conseguir fazer boas apresentações, e os gols que tanto precisa para ganhar.

Com a bola nos pés, o Corinthians demonstra nervosismo, cria pouco e praticamente não finaliza. Prova disso é o desempenho nos 13 jogos sob o comando de Jair. Em sete deles, a equipe passou em branco. Conseguiu três vitórias, quatro empates e seis derrotas, com aproveitamento de apenas 33,3%.

Jair já tentou de tudo. Deu chance aos centroavantes Roger e Jonathas. No último jogo entrou com Danilo improvisado de camisa 9. Na derrota para o Botafogo domingo, no Rio, a única boa oportunidade surgiu aos 49 do segundo tempo e dos pés do zagueiro Léo Santos.

O capitão do time, Cássio, acha que o mau momento não é motivo para desespero. Atualmente, o Corinthians está a cinco pontos de distância da degola. Para o goleiro, ainda dá tempo de até sonhar com uma vaga na Libertadores. 

“Quando foi campeão brasileiro a gente não se acomodou, agora também não podemos nos acomodar. Nem nos apavorar com essa situação. Acredito que ganhando duas partidas saímos dessa situação. Se for parar para pensar, se ganhássemos, ficaríamos a quatro pontos da Libertadores”, disse.

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