Corinthians volta e promete um novo futebol

Acabou o exílio corintiano. Depois de 15 dias longe de São Paulo (primeiro em Extrema, depois em Porto Feliz), o time volta a treinar nesta segunda-feira no Parque São Jorge. Apesar das inúmeras mudanças sonhadas, o time que tomou as ovadas pelo vexame no Paulista retornará quarta-feira pela Copa do Brasil contra o Fortaleza (20h30) no Pacaembu. Nem mesmo Piá, o único reforço, estará em campo. Faltou competência para inscrevê-lo a tempo. "Somos os mesmos, mas iremos mostrar um novo futebol. Foi excelente o tempo que passamos juntos. Estamos mais unidos. Percebemos que apesar do nosso potencial, se não corrermos e colocarmos a alma em campo, vamos perder os jogos", confidencia Fabinho.O volante decorou a principal lição que Oswaldo de Oliveira tentou passar nos 15 dias de convivência forçada. O treinador fez questão de dar relevo às críticas que o time recebeu depois do vexame no Paulistão, quando só não foi rebaixado para a Segunda Divisão porque o São Paulo ajudou vencendo o Juventus. "Não temos um time tão ruim assim para entrar no Brasileiro como ?favorito? para o rebaixamento. O que estava faltando era confiança e tranqüilidade. Só isso. Esse time não vai cair", jura o vice Roque Citadini.Só que palavras não bastam. Nos péssimos amistosos que disputou, o time de Oswaldo voltou a mostrar os erros que quase custaram o rebaixamento no Paulistão. A zaga se mostra insegura, o meio-de-campo não marca e Rodrigo, em quem os cartolas confiavam, continua improdutivo. Isso sem falar que Rincón jogando adiantado não cria nada - e a dupla Jô e Gil anda cada vez pior.Para complicar ainda mais a situação, Rogério não deve entrar em campo contra o Fortaleza. O lateral direito continua reclamando de fortes dores nas costelas. Coelho deverá ser o titular na importante partida pela Copa do Brasil. "Eu estou sem ritmo. Fiquei 45 dias sem jogar por causa de uma contusão. Mas o time precisa de mim; vou fazer o meu máximo", diz o lateral, que teve uma distensão na coxa direita.Cachorros - Tanto em Extrema como em Porto Feliz, a torcida corintiana foi proibida de chegar perto dos jogadores. Nas duas concentrações havia seguranças truculentos e cachorros impedindo inclusive que os simples fãs do interior pedissem autógrafos aos jogadores. O distanciamento com os torcedores - principalmente das organizadas - continuará.

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