Corinthians vulnerável com 3 atacantes

O primeiro teste do novo esquema tático implementado por Juninho Fonseca, o 4-3-3, provou o que o colombiano Rincón já frisava no dia anterior: a vulnerabilidade da equipe no meio-de-campo. Nesta sexta-feira, no coletivo realizado no Parque Ecológico do Tietê, os titulares perderam para os reservas por 1 a 0 - gol de Samir, que perdeu a vaga para Marcelo Ramos. "A proposta é o Marcelo jogar pelo centro e eu e o Gil atacar pelos flancos, aproveitando a nossa velocidade. Somos praticamente dois pontas", explica Régis Pitbull.Porém, tudo saiu errado. Fabinho, Rincón e Adrianinho não deram conta do recado. Os volantes e o meia ficaram sobrecarregados e os atacantes pouco auxiliaram quando o adversário tinha a posse de bola. As rápidas descidas pelas laterais também não fizeram efeito. Presos na defesa, os zagueiros também não tiveram a oportunidade de aparecer à frente como elemento surpresa, como pretendia Juninho. No entanto, o resultado não desagradou o treinador, que confirmou o ousado esquema para o jogo contra a União Barbarense, domingo à tarde, em Santa Bárbara D?Oeste.Juninho Fonseca sabe do risco que está correndo. Tanto que enfatizou que para o 4-3-3 funcionar perfeitamente e o Corinthians não sair de campo derrotado, duas coisas são fundamentais: a disposição dos atacantes de ajudar na marcação e a manutenção da posse de bola. "O Gil e o Régis vão jogar abrindo. Porém, num momento de mais dificuldade dentro do jogo eles podem formar o quadrado de novo", avisa o técnico, que garante que um dos atacantes ficará preso entre os zagueiros adversários.Se Rincón se mostra cauteloso quanto ao resultado do 4-3-3, o atacante Gil está bastante animado com o novo esquema e com a companhia do estreante Marcelo Ramos no ataque corintiano. Bastante criticado desde as últimas atuações no Campeonato Brasileiro do ano passado - quando marcou apenas nove gols, ficando atrás de Liedson, com 10, e que não jogou todo o campeonato - e nas duas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, Gil afirma que finalmente voltará a ser o jogador de antigamente."Ele (Marcelo Ramos) serve de referência e tem muita movimentação.Assim, chama a atenção dos marcadores e nós (Gil e Régis Pitbull) ficamos mano- a-mano com outros defensores", prevê o atacante, que ganhou espaço com o técnico Carlos Alberto Parreira, em 2002, jogando ao lado de Deivid, hoje no Bordeaux, e Leandro, hoje no Lokomotiv.Porém, Gil se mostra mais preocupado com o fato de ter de ajudar a marcação no meio-de-campo: "A diferença é que com o Parreira eu tinha de marcar o lateral e agora tenho de disputar com o volante." Mas no entender de Juninho Fonseca, a entrada de Marcelo Ramos não muda em nada o futebol de Gil. Para o treinador, o atacante continua sendo a maior aposta da equipe para conquistar o bicampeonato do Paulistão. "Não acho que vai facilitar para o Gil, mas com certeza dificultará as coisas para a defesa adversária", garante, animado, o técnico.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2004 | 16h46

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