Corintianos dão apoio ao técnico Márcio

Não bastassem as pressões para ganhar o clássico contra o Palmeiras, depois de duas derrotas, Márcio Bittencourt está vivendo um drama pessoal. Durante a noite de quarta-feira, ele recebeu vários telefonemas ameaçando de seqüestro sua esposa e outros familiares. Apavorado, ele procurou o 81º DP, na 5ª Seccional e lavrou um Boletim de Ocorrência, explicando a situação. Abalado, ele não queria falar sobre o assunto com os repórteres. Desabafou apenas com amigos e dirigentes. O treinador já tinha ficado irritado quando foi divulgado o seu aumento salarial com a efetivação. O seu medo, premonitório, era em relação à onda de sequestros. "Nós conversamos com o Márcio e o deixamos tranqüilo para trabalhar. Daremos apoio psicológico e logístico (seguranças) se ele quiser. Infelizmente, o que aconteceu com ele é comum no país que vivemos", dizia o diretor da MSI, Paulo Angioni. Betão disse que "nós estamos dando todo o apoio para o Márcio. O que aconteceu com ele foi um episódio lastimável. Mas não afetará o trabalho para o clássico." Só que não há essa certeza. Tanto que os dirigentes estão muito mais perto de Márcio do que o normal. Ainda mais quando crescem os boatos de que Kia Joorabchian está pensando outra vez em contratar Leão. O presidente da MSI fez questão de acompanhar hoje, no Parque São Jorge, o primeiro treinamento de Mascherano e ainda, por tabela, pressionar Márcio e o time milionário que montou. Alberto Dualib escorregou em relação a Márcio. Foi perguntado se ele poderia garantir que o treinador não seria demitido em caso de derrota para o Palmeiras. "O treinador vive de resultados. O Márcio é o nosso técnico, mas eu tenho de falar que ele é funcionário do clube. Aconteça o que acontecer, ele continuará no Corinthians." Em outras palavras, pode voltar a ser auxiliar se o time perder para o rival.

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