Corintianos elogiam bronca de Geninho

Dar ou receber broncas não é legal mas foi assim que o técnico Geninho, do Corinthians, conseguiu motivar seus jogadores a buscarem a reação diante do Palmeiras, nesta quarta-feira à noite, no Morumbi. Aliada à mudança tática. Segundo Geninho, seu time estava sonolento. Pediu para seus atletas acertarem a marcação e jogarem bola. Além disso, liberou o meia Jorge Wagner para o ataque. ?Ele adiantou o time, pediu para eu fazer as jogadas com o Kléber e conseguimos reverter o placar", disse o meia, responsável pelo cruzamento dos dois gols do time. ?O Geninho nos pediu mais espírito vencedor e conseguimos a superação", afirmou o zagueiro Anderson, autor do primeiro gol, que se redimiu do pênalti feito em Thiago Gentil no primeiro tempo. ?Graças a Deus consegui me redimir e ajudar a equipe, só sei que foi pênalti. Era o único recurso que tinha no momento, mas toquei na bola." Anderson provou ser pé quente contra o rival. Sua estréia em clássicos foi justamente contra o Palmeiras. Vitória por 4 a 2 no Brasileiro de 2001. O treinador procurou dividir os méritos com seus comandados. ?Apenas mostrei a eles que tinham condições de melhorar, afinal, fizeram muitas coisas erradas", ressaltou. ?O fundamental não é só pedir, cobrar. Temos de pedir o que possa ser realizado." E, pelo seu modo de vista, o resultado poderia ser melhor. ?Parecia boxe, tomamos um soco e ficamos grogue, mas conseguimos respirar e pelo que fizemos no segundo tempo, poderíamos ter virado." Liedson estava empolgado. Em sua estréia no clássico, anotou gol e ainda criou boas chances. Na hora do empate, em tom de brincadeira, desabafou com o goleiro Marcos. ?Pô Marcos, sacanagem, pegar minha bicicleta", lembrando da jogada plástica na qual o goleiro evitou seu gol.

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