Corintianos esperam cobrança maior

Além de manter o fôlego na competição, os jogadores do Corinthians acreditam que obter a quinta vitória consecutiva, ao derrotar o Brasiliense por 4 a 2, dá moral ao time, que fica entre os três melhores do Brasileirão, na opinião do atacante Roger. "O Brasiliense vinha de derrotas e sabíamos que seria um jogo difícil", disse Roger no vestiário. "Mas a vitória corintiana era importante para terminarmos em terceiro na rodada", afirmou. O meia acredita, mesmo com a "vitória maiúscula" e a posição no campeonato, que a tendência no ar é de mais pressão sobre o time. "A cobrança e a pressão serão maiores a partir do momento em que o time conquista cinco vitórias e, ainda mais, porque mostramos qualidade em campo", acredita. A seqüência de vitórias começou em maio (15) quando o Corinthians venceu o Atlético-PR (2 a 1), depois o Figueirense (2 a 1), o Atlético-MG (1 a 0), o Flamengo (4 a 2) e o Brasiliense (4 a 2).A maior comemoração pela vitória foi do técnico Márcio Bittencourt, que após o jogo desabafou: "Tem tempo que não sou mais técnico interino", disse ele. "Os meninos deram o máximo de si e ganhamos uma semana para trabalhar sossegado", afirmou o treinador."Fizemos um bom segundo tempo, mesmo com a reação do Brasiliense", avaliou Jô, referindo-se ao momento em que o Brasiliense descontou para 2 a 1 em cobrança de pênalti por Iranildo. "Eles tentaram apertar mas nossa equipe estava atenta", acredita. Para Carlos Alberto, autor do primeiro gol, que comemorou com uma bandana da Gaviões, o time, assim como ele, está nas nuvens: "Tive a felicidade de fazer o primeiro gol e dediquei à torcida da Fiel", disse. Mesmo festejando a importante vitória, Roger faz advertências: "Entramos para o segundo tempo como se o jogo estivesse garantido, e não estava", disse, após comentar sobre os dois gols do Brasiliense que tornaram o placar apertado. "O problema é que tivemos chance de ampliar mas não conseguimos", disse, lembrando que em situações semelhantes o Corinthians tem de "matar" o jogo logo. A vitória do Corinthians afundou o Brasiliense na zona de rebaixamento e criou uma dor de cabeça para o técnico Valdir Espinosa: "Perdemos o jogo mas os nossos jogadores de ataque voltaram a marcar", consolou-se após o jogo. O técnico explicou que os desacertos dos jogadores de meio-campo levaram sua equipe a amargar a sexta derrota. "Uma equipe não é só meio-campo", disse Espinosa, que passa a ser pressionado em seu cargo a partir desta semana e pode ser trocado pelo ex-goleiro Zetti ou Sebastião Lazzaroni. "Deram liberdade ao Roger, que encostou nos zagueiros e jogou nas costas deles", irritou-se. "Quem pega a bola parece ter um problema e não uma solução", reclamou Espinosa. Para o volante Vampeta, que em 2001 e no mesmo estádio (Mané Garrincha) conquistou a Copa do Brasil pelo Corinthians batendo o Brasiliense, após três anos sua vida mudou e o resultado deste sábado foi bem diferente do que esperava. "O Brasiliense vai reagir na competição", disse, mostrando-se aborrecido com a sexta derrota. Já o meia Iranildo vê mais dificuldades na formação do time: "O problema é que o time não está compacto, está jogando muito atrás e deixando espaços no meio-campo", explicou o meia Iranildo. "Não se pode deixar um time técnico, como o Corinthians, jogar solto, ficar um longe do outro, sem tocar a bola e sem se movimentar para fechar os espaços e ligar o ataque à defesa", analisou.

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