Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Corintianos falam em 'bom jogo' após derrota e não admitem falhas

Capitão na derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR, Fábio Santos diz que equipe fez 'melhor partida como visitante' e não merecia perder

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2014 | 19h21

Assumir as falhas após uma derrota parece incomodar os jogadores do Corinthians. Dizer que o time jogou mal então, nem pensar. Capitão do time com a ausência do volante Ralf, o lateral-esquerdo Fábio Santos deixou a Arena da Baixada, em Curitiba, feliz com "uma das melhores apresentações fora de casa" na derrota por 1 a 0 para o Atlético Paranaense, pelo Brasileirão, na qual o goleiro Weverton quase não foi incomodado.

"Quarta-feira (1 a 0 para o Figueirense) ficamos mais presos, não tivemos uma bola tão aguda. Hoje (domingo) fizemos uma das melhores apresentações fora de casa", afirmou Fábio Santos. O Corinthians até teve o controle da posse de bola, mas os lances de maior perigo saíram sempre dos pés dos atleticanos, visivelmente adotando a tática dos contragolpes.

"Queríamos uma melhora e hoje (domingo) o time jogou bem, teve posse de bola, infelizmente levou um gol bobo", disse o lateral-esquerdo. "Falhamos nas finalizações, uma pena, mas temos de nos erguer de novo, quarta-feira temos um jogo importante (diante do Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil) e é hora de descansar".

Diante dos mineiros, embalados com boas vitórias, a meta é vencer e não sofrer gols. Abrir as quartas de final com resultado positivo se faz necessário para sonhar com vaga no próximo dia 15, em Belo Horizonte. "O adversário vem numa crescente, mas vamos fazer um bom jogo", garantiu, descartando priorizar a competição de mata-mata. "Não é hora de pensarmos nisso, nem dá, são jogos atrás de jogos. E, mesmo fora do G4, a distância é pequena, está tudo em aberto e tenho certeza que a equipe vai melhorar".

O técnico Mano Menezes tem pensamento semelhante ao do jogador. O comandante também viu o Corinthians o senhor das ações em Curitiba e, por isso, nem cogitou a ideia de pedir demissão. "Tenho responsabilidades, penso que jogamos melhor, fizemos um primeiro tempo imensamente melhor, controlamos todo o jogo, mas saímos com o principal defeito, de concluir pouco", falou. "Temos de criar mais. Quando você joga melhor, tem de criar bem para ter melhores conclusões. Estamos errando demais no penúltimo passe e a bola não chega como o atacante espera".

Nesta quarta o técnico se reencontra com a torcida e pede apoio diante do Atlético para apagar o péssimo futebol das duas derrotas seguidas. "Nosso torcedor sabe que é peça importante. Queremos dar a ele uma atuação como diante do São Paulo", discursou. "Todas as equipes passaram pela dificuldade que estamos passando e quem teve calma, cabeça no lugar, se recuperou".

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