Corintianos não dão trabalho à PM

Mais agitados que de costume, os 11.409 corintianos que pagaram ingressos nesta quinta-feira à noite para ver o Corinthians dar mais um passo na Copa do Brasil não deram trabalho aos PMs que faziam a segurança do jogo. A maior parte da torcida chegou em cima da hora sem criar tumultos, mas às 19 horas em ponto um grupo de 25 corintianos já batia palmas e disparava coros nada amigáveis aos jogadores do Vitória, que faziam o reconhecimento do gramado. "A gente grita e pula para empurrar o Timão, que hoje vai matar o jogo no primeiro tempo", disse Joilton de Souza, 45 anos, corretor de imóveis, que encerrou o expediente mais cedo para chegar ao Pacaembu às 19h45. Nas numeradas, até alguns engravatados apareceram para empurrar o time. "Saí do trabalho direto para cá, tinha certeza que hoje ia valer a pena", disse o administrador de empresas Edson de Souza, de 36 anos. O primeiro torcedor a entrar no estádio, no entanto, não teve uma noite de sorte. Rodou 430 quilômetros para ver a derrota de seu time. "Vim do Rio, onde tenho parentes, e cheguei em São Paulo às 13 horas. Passei no hotel para ver os jogadores do Vitória e às 17 horas já estava aqui no Pacaembu", contou Silvio Moreira, de 42 anos, enquanto estendia a faixa da torcida "Viloucura". "Hoje é aniversário do clube (fundado em 1899), se a gente saísse com o empate já ia ser um ótimo presente", disse o soteropolitano antes de o jogo começar. No mesmo setor, só que ao final da partida, o baiano Tobias Netto, de 40 anos, garantia que nem tudo estava perdido. "Quarta-feira no Barradão o Leão recupera, esse placar de 1 a 0 não quer dizer nada."

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