Corintianos programam festa do título

O técnico Wanderley Luxemburgo abre a porta do vestiário, após o jogo, e sai para dirigir-se à sala onde está sendo aguardado para a entrevista coletiva. No meio do caminho, é interceptado por Marcelinho Carioca que, puxando-o pelo braço, tenta levá-lo de volta para junto do grupo, onde haveria uma breve reunião. Desconfiado com as intenções de seus comandados, o treinador mostra-se reticente, mas concorda depois de obter a garantia de Marcelinho de que ninguém iria molhá-lo, tradição em momentos de festa.Mas a atitude demonstrava o espírito que imperava entre o grupo: a união que surgiu com a reabilitação do time no campeonato. Já com a medalha no peito, eles se propuseram a se reunir nos vestiários para agradecer, fazer um breve balanço sobre a campanha e, é claro, confirmar a programação de toda a festa. "Sem dúvida esse título teve um sabor especial para nós", disse Marcelinho, o jogador que mais venceu com a camisa alvinegra. "Digo isso pela forma como chegamos à conquista, depois de estarmos na zona de rebaixamento e termos dado a volta por cima", observou, lamentando apenas uma final sem gols.Para o goleiro Maurício, os jogadores teriam de dedicar a conquista a Luxemburgo. "Ele deu vida e padrão de jogo à nossa equipe", afirmou. Para o lateral-esquerdo André Luís, o treinador foi uma das figuras principais na campanha. "Além disso, o considero uma pessoa humilde." Para o jovem atacante Gil, de apenas 20 anos, que chegou a seu primeiro título como profissional, o feito vai ser traduzido em uma casa para sua mãe. "Sempre sonhei em dar esse presente para ela e agora estou feliz pelo título e por realizar esse desejo."Entre os dirigentes, o treinador também está com o moral elevado. O presidente Alberto Dualib não considerou a contratação de Luxemburgo como um risco, apesar dos problemas pessoais que o cercavam e da situação do time. "Ele (Luxemburgo) já havia provado em 1998 a sua competência como técnico. Devolveu a auto-estima aos jogadores e foi importante", afirmou. Já para o vice-presidente de Futebol, Antonio Roque Citadini, a permanência de Luxemburgo nunca esteve comprometida. "O contrato é até 2002 e gostaria que fosse maior."

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