Coritiba cai por erros administrativos

Novo integrante da Série B do Brasileiro, o Coritiba protagonizou uma das campanhas mais equivocadas dos últimos anos. Privilegiou o lado administrativo, quitou dívidas, garantiu a posse de bens, mas deixou o futebol de lado. Colherá prejuízos técnicos e financeiros. E ainda verá os rivais ? Atlético e Paraná ? na Sul-Americana. O clube apostou em jogadores do interior do Estado. "Pangarés", segundo expressão cunhada pelo presidente Giovani Gionédis.Quando tentou se corrigir, buscou o experiente atacante Renaldo, que estava no Paraná Clube. O jogador não brilhou. Na busca de caixa, o Coritiba ainda perdeu para o exterior promessas como o lateral Rafinha e o zagueiro Miranda.A torcida, apesar da boa média em casa, pode estar se questionando. Não perdoou o técnico Antônio Lopes por ter perdido o Campeonato Paranaense e, posteriormente, pela desclassificação na Copa do Brasil.Pediu sua cabeça após a segunda rodada. Contra a vontade Gionédis o dispensou. Os torcedores viram-no, então, brilhar na campanha do Atlético Paranaense na Libertadores e na recuperação no Brasileiro. E poderão vê-lo campeão. Cuca ficou por 29 rodadas e entregou o time em queda. Antônio Lopes Júnior não conseguiu segurar e Márcio Araújo muito menos. Para o próximo ano, além do rebaixamento técnico, ficam comprometidos os investimentos, incluindo a complementação do terceiro anel do estádio. Afinal, de cara perde R$ 5 milhões (50%) na cota de televisão.Parcerias e patrocínios devem seguir o mesmo rumo. Uma eficiente redução da dívida nos últimos anos, que baixou de R$ 50 milhões para R$ 25 milhões, também fica comprometida. Tudo deve estourar no dia 5, quando acontecem as eleições. Com bate-chapa.

Agencia Estado,

04 de dezembro de 2005 | 20h14

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