Coritiba perde, mas conquista seu 33.º título paranaense

Atlético-PR vence por 2 a 1, mas não impede título do rival; time poderia perder por um gol para ser campeão

Evandro Fadel, Especial para O Estado de S. Paulo

04 de maio de 2008 | 18h39

O Coritiba perdeu o jogo deste domingo para o Atlético Paranaense, por 2 a 1, mas saiu da Arena da Baixada, em Curitiba, comemorando o 33º. título de campeão paranaense de sua história. O Coritiba tinha vencido a primeira partida das finais por 2 a 0, em seu estádio.   Os pouco mais de dois mil torcedores coritibanos fizeram a festa, enquanto número semelhante de atleticanos também ficaram cantando o hino do Atlético. A taça oficial do campeonato não foi entregue, em razão de um pedido da diretoria do Atlético, que disse temer pela segurança, mas os jogadores coritibanos arrumaram um pequeno troféu e deram a volta olímpica.   O Coritiba surpreendeu ao iniciar o jogo buscando o ataque, quando se esperava que fosse um pouco mais cauteloso. Também surpreendendo, o técnico do Atlético, Ney Franco, colocou os atacantes Marcelo Ramos e Pedro Oldoni, que trabalham mais dentro da área, para tentar segurar os zagueiros.   A pressão do Coritiba durou somente até os 13 minutos, quando o Atlético abriu o placar. Netinho cobrou falta da direita, o goleiro Edson Bastos tentou sair para cortar o cruzamento, mas a bola entrou direto no gol.   Depois do gol, o Coritiba recuou de forma demasiada, desmanchando totalmente o setor ofensivo. Com isso deu grande espaço para o Atlético criar boas oportunidades de gol.   O Coritiba voltou com mais toque de bola no segundo tempo, mas o Atlético continuava com mais vontade no ataque e aproveitou-se do espaço defensivo aos 9 minutos. Marcelo Ramos entrou livre e fez o segundo.   Quando parecia que o Atlético ampliaria, Henrique Dias aproveitou um lançamento longo aos 19 minutos e, na indecisão da defesa atleticana, fez o gol que garantiu o título.   TUMULTO  Atlético-PR 2 Vinícius; Danilo, Antonio Carlos e Rhodolfo; Nei CA, Alan Bahia, Valência CA (Rogerinho), Netinho (Gabriel Pimba) e Léo Medeiros (Piauí); Marcelo Ramos e Pedro Oldoni. Técnico: Ney Franco.  Coritiba 1 Edson Bastos; Maurício, Jéci e Nenê; Pedro Ken, Careca CA (Marlos), Rodrigo Mancha, Carlinhos Paraíba CA e Ricardinho; Keirrison e Thiago Silvy (Henrique Dias). Técnico: Dorival Júnior. Gols: Netinho aos 13 minutos do primeiro tempo, Marcelo Ramos aos 9 e Henrique Dias aos 19 do segundo tempo. Árbitro: Héber Roberto Lopes. Renda: R$ 434.295,00. Público: 21.881 pagantes. Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba. A polícia também teve trabalho, ainda antes da partida. Munidos de mandado de busca e apreensão, policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) estiveram na sede da torcida organizada atleticana Os Fanáticos e encontraram grande quantidade de explosivos, um cassetete, uma faca e um cachimbo utilizado para fumar crack. Duas pessoas que estavam na sede foram presas em flagrante por estarem com dois revólveres calibre 38.   A busca foi feita também na sede da torcida Império Alviverde, a principal do Coritiba, mas nada foi encontrado. A polícia fez as buscas nas sedes das torcidas em razão de denúncias de que havia bombas caseiras.   O vice-presidente da Os Fanáticos, Juliano Rodrigues, disse que não sabia da presença dos dois jovens que foram encontrados dormindo na sede da torcida. Thiago Notaroberto, de 30 anos, e Euder Pires da Silva, de 23, foram autuados por porte ilegal de armas. Uma terceira pessoa foi ouvida por portar maconha e liberada em seguida.

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