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Coronel se diz pronto para assumir CBF e diz não crer em corrupção

Antônio Carlos Nunes foi eleito para vaga deixada por Marin

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

16 de dezembro de 2015 | 19h29

Eleito no meio da tarde desta quarta-feira como vice-presidente mais velho da CBF, o coronel da reserva da PM do Pará Antônio Carlos Nunes se tornou o primeiro na linha de sucessão ao cargo de presidente da CBF. E, como tal, disse que se sente preparado para assumir o comando do futebol brasileiro, caso seja necessário.

"Seria leviano dizer que não estou preparado, que vou me esconder pra isso. Quem está na chuva é pra se molhar", disse o coronel, que preside a Federação Paraense de Futebol há seis mandatos. Nunes se disse "amigo de muitos anos" de Marco Polo Del Nero, presidente licenciado da CBF, mas desconversou quando questionado se acreditava na inocência do cartola, investigado pela Fifa e pela Justiça norte-americana. "Não tenho acesso aos autos", declarou.

Bacharel em Direito, Nunes diz que não existe corrupção no futebol brasileiro. "Eu acredito que não. Eu nunca vi. Não tenho conhecimento. Não sei se alguém não teve coragem de chegar perto de mim", assegurou.

O coronel também se disse surpreso com a repercussão que atingiu o processo eleitoral. "Eu fiquei surpreso que uma simples eleição para preencher uma vacância de cargo de vice-presidente tivesse esse barulho todo, rolou pela Justiça", afirmou. Mas Nunes tem uma opinião sobre a razão disso. "É público e notório: foi porque era para a vaga do José Maria Marin. Aí vira noticiário no mundo inteiro."

SELEÇÃO

Questionado sobre o que acha do técnico da seleção, Dunga, o novo vice-presidente da CBF disse gostar do técnico, mas, diferentemente de Del Nero, não demonstrou convicção. "O Dunga já trabalhou comigo, e sempre gostei do trabalho dele. Mas eu aprendi no Paysandu, e às vezes me doía o coração ter que dispensar treinador, porque treinador vive de resultado."

Para o coronel, que foi diretor do Paysandu, o melhor técnico do País na atualidade é o comandante de seu time. "Pra mim é o Dado Cavalcanti, que recuperou o Paysandu e quase chegou no G-4 (da Série B), mas depois vacilou em casa", declarou.

Dos técnicos da Série A, ele vê o treinador do Vasco com bons olhos. "O Jorginho conseguiu recuperar o Vasco, que estava lá embaixo. Os outros já pegaram a máquina azeitada", ponderou.

Dentro da CBF, há uma orientação para evitar se referir a Antônio Carlos Nunes como "coronel". Mas ele mesmo diz que não se importa. "Eu só não quero que o tesoureiro do quartel não bote lá que sou coronel, que daí meu dinheiro vai lá pra baixo."

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