Corrêa é o "Plano B" do Palmeiras

As jogadas de bola parada estão se transformando na principal arma do Palmeiras. O empate por 3 a 3 com o Santo André, quarta-feira, pela Copa do Brasil, mostrou que o time já não está tão dependente das jogadas de velocidade. Os três gols foram de bola parada. Quando Vágner Love e Muñoz são bem marcados, Correia já sabe: é hora de executar o plano B.?Temos até uma senha. Eu faço um sinal para o Muñoz e os outros jogadores já sabem onde a bola vai chegar?, conta o volante, sem no entanto revelar a senha.Esse tipo de estratégia faz de Correia um jogador fundamental no esquema de Jair Picerni. O volante participou de quase todos os gols de bola parada do Palmeiras em 2004. Fez até um olímpico no primeiro jogo do Paulistão, contra o Paulista de Jundiaí. Além da facilidade para bater na bola, ele não se esquece dos bons momentos.?Também tive participação direta nos dois gols do Nen contra a Ponte, no gol contra diante do São Gabriel, no gol contra do Rincón contra o Corinthians e, indiretamente, no gol do Diego Souza contra o Santo André. Bati o escanteio, o Magrão desviou e o Diego completou?, relata o jogador.Apesar da eficiência, Correia não se considera uma referência no time palmeirense. Ao contrário: prefere ser visto como alguém que ainda busca o seu espaço no clube. ?Lógico que procuro me aperfeiçoar, treinando muito. Mas referência, não.?Dos gols que saíram de seus pés, os mais destacados pela mídia foram o olímpico e o de Rincón, ambos nascidos de escanteios do lado esquerdo. Mas Correia prefere as jogadas pela direita, como fazia o paraguaio Arce. O volante costuma bater com efeito, para a bola fazer uma curva fechada, para dentro. É nessas jogadas que entra a tal senha. ?Não chega a ser uma especialidade, mas prefiro quando a bola parte da direita.?No domingo, contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, ele terá a chance de usar de novo a precisão de seu pé direito. Além da boa qualidade do gramado, o Mineirão tem um campo grande. O Palmeiras vai poder combinar bem as jogadas de velocidade e as bolas paradas. Correia só espera que os adversários não descubram a nova arma palmeirense. ?Por sorte, nunca uma é igual à outra?, disfarça.

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