Costa do Marfim chega como favorita à revanche contra o Egito

Equipe marfinense apresenta o melhor futebol da Copa das Nações Africanas e mantém 100% de aproveitamento

Agência Estado,

06 de fevereiro de 2008 | 17h57

Dois anos depois de perder a decisão da Copa das Nações Africanas para o Egito, a Costa do Marfim chega como favorita à revanche desta quinta-feira, que vale uma vaga na final da edição de 2008, que está sendo disputada em Gana. Os marfinenses vêm apresentando o melhor futebol da competição até agora, com quatro vitórias em quatro jogos, 13 gols marcados e apenas um sofrido. Nas quartas-de-final, atropelaram Guiné: 5 a 0. O Egito faz campanha mais modesta: tem três vitórias e um empate, com 10 gols marcados e 4 sofridos. Nas quartas-de-final, passaram apertado por Angola, 2 a 1. Mas têm a seu favor o "fantasma" do Cairo, em 2006, quando bateram a Costa do Marfim por 4 a 2 nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. Drogba, o grande craque da equipe marfinense, perdeu o primeiro pênalti para sua seleção naquele dia. Mas, pelo menos no discurso, os jogadores dos "elefantes" dizem que já esqueceram a derrota. "Queremos ganhar esta Copa e o Egito apareceu em nosso caminho, por isso temos de vencê-los. Isso é tudo, no futebol não existe isso de revanche", disse o atacante Salomon Kalou, companheiro de Drogba também no Chelsea. Para o técnico egípcio, Hassan Shehata, seu time é franco atirador na semifinais, que será disputada na cidade de Kumasi, a partir das 18h30 (de Brasília). "A Costa do Marfim é o melhor time do torneio, mas isso não nos preocupa", desdenhou. O Egito leva vantagem também no retrospecto histórico: são seis vitórias, dois empates (com vitórias nos pênaltis) e apenas uma derrota em confrontos contra a Costa do Marfim na Copa das Nações. A outra semifinal opõe outros dois expoentes do futebol africano: a anfitriã Gana joga contra Camarões, às 15 horas, em Acra, na condição de favorita - ainda que o artilheiro da competição vista a camisa adversária: é Eto'o, autor de cinco gols nesta edição, que o levaram à condição de maior goleador da história da competição, com 16 gols. E a defesa de Gana atuará desfalcada, sem o capitão John Mensah, expulso na vitória das quartas-de-final contra a Nigéria.  Uma curiosidade do confronto é que os dois técnicos fizeram história nas seleções rivais: o francês Claude Le Roy, de Gana, comandou Camarões na conquista da Copa das Nações de 1988, enquanto o alemão Otto Pfister levou Gana à final em 1992. "Tive bons tempos em Camarões, mas agora treino Gana", disse Le Roy. "Não terei nenhuma emoção especial", minimizou Pfister, que teve uma conturbada passagem pela seleção de Togo na Copa do Mundo de 2006 - chegou a deixar o cargo e voltar entre um jogo e outro. Na história da Copa das Nações Africanas, as duas seleções só se enfrentaram duas vezes, em jogos por fase de grupos, com dois empates.

Tudo o que sabemos sobre:
Copa das Nações Africanas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.