Luc Gnago/Reuters
Luc Gnago/Reuters

Costa do Marfim revisa números e aponta 19 mortos

Mais 132 pessoas ficaram feridas no tumulto provocado pelo excesso de torcedores sem ingressos

AE-AP, Agência Estado

30 de março de 2009 | 10h49

O governo da Costa do Marfim revisou os dados sobre o tumulto deste domingo, antes da partida da seleção local contra o Malauí, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, e confirmou como 19 o número de mortos no incidente na entrada do Estádio Felix Houphouet-Boigny, na capital Abidjan, e não 22, como vinha sendo anunciado anteriormente.

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Além dos mortos, 132 pessoas ficaram feridas no tumulto, provocado pelo excesso de torcedores sem ingressos que tentaram entrar no estádio para acompanhar a partida, pela rodada de abertura da fase final das Eliminatórias. Nesta segunda, o governo marfinense convocou uma reunião de emergência, com vários ministros, para fazer uma avaliação do incidente, ocorrido cerca de 40 minutos antes da vitória por 5 a 0 da Costa do Marfim.

No início da tarde desta segunda, pelo horário local, era intenso o número de familiares das vítimas que compareceram aos arredores do estádio para reconhecimento dos corpos.

O meia Yaya Toure, do Barcelona, que desfalcou a seleção por estar contundido, afirmou que a Costa do Marfim tem de buscar a classificação para a Copa do Mundo como uma homenagem aos torcedores mortos. "Temos de ir o mais longe possível agora, em nome de todos eles", afirmou o jogador, que disse ter conversado com o atacante Drogba e com seu irmão, o zagueiro Kolo Toure, do Arsenal, depois da partida.

"Foi uma tragédia terrível. É uma pena, as pessoas vão ao estádio porque ficam muito felizes de ver os jogadores que atuam na Europa, por isso quero mandar uma mensagem de solidariedade", declarou o jogador.

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