Liga Deportiva Alajuelense
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'Costa Rica vai dar trabalho ao Tite’, diz brasileiro que jogou no país

Quem faz o alerta é Leandrinho, meia que está na Turquia e que passou por dois dos maiores times costa-riquenhos

Luis Filipe Santos, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2018 | 07h00

A Costa Rica será o segundo adversário do Brasil na Copa do Mundo da Rússia e o time do técnico Tite poderá ter problemas na partida – as seleções se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petersburgo, às 9h (horário de Brasília). Segundo o meia Leandrinho, brasileiro que já passou por dois dos maiores times do país da América Central, o jogo não será fácil para a equipe brasileira. O atleta aposta que, assim como em 2014, a seleção costa-riquenha se classificará para as oitavas de final, deixando Sérvia e Suíça para trás no grupo.

+++ Página especial da Copa do Mundo

“O futebol de lá tem crescido e ficado mais técnico, está exportando cada vez mais jogadores para a Europa. Eles mantiveram a base de 2014, trocaram apenas três ou quatro jogadores do time titular. Além do Keylor Navas (goleiro do Real Madrid), é bom prestar atenção no Bryan Ruíz e no atacante Joel Campbell, que se estiver recuperado da lesão que teve, pode levar perigo”, avisa o atleta.

Sobre o estilo de jogo, Leandrinho comenta que a forte defesa que a seleção costa-riquenha apresentou na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, diante de adversários fortes como Holanda e Itália deve ser mantida. “Foi uma tática que o treinador daquela época encontrou para fazer um bom Mundial. Não é uma característica normal do futebol deles, mas os jogadores de lá tem cada vez mais consciência tática, o que classificou eles para duas Copas seguidas”, afirmou o brasileiro.

Mas algo mudou no time após a Copa de 2014: o aspecto psicológico. “Hoje, acreditam que podem ganhar de seleções de nome, como fizeram no Brasil. Eles têm jogadores que podem fazer a diferença e mudar a partida em uma jogada”, acrescenta o atleta. “A Costa Rica vai dar trabalho para o Tite.”

No último mundial, a Costa Rica caiu em um grupo com Itália, Uruguai e Inglaterra e foi dada como eliminada logo de cara, mas acabou a primeira fase como líder da chave. Nas oitavas, eliminou a Grécia, e nas quartas, empatou com a Holanda em 0 a 0 e levou o jogo para os pênaltis – a partida foi disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador, e os holandeses venceram as penalidades por 4 a 3.

 

ÍDOLO LOCAL

Leandrinho conta que se profissionalizou no esporte na Costa Rica. “Um treinador do Herediano viu um jogo meu quando estava nas categorias de base da Portuguesa de Londrina e decidiu me contratar. Eu sabia o quanto era difícil ter chances aqui no Brasil e decidi ir para lá. Fui bem, me destaquei e acabei sendo contratado por um time da Bélgica, depois passei por outros países. Ainda voltei para lá por duas vezes, uma após terminar um empréstimo e outra para ficar perto da família que formei no país.”

Na segunda passagem, quando jogou na Alajuelense, o sucesso dentro do país foi grande. “Ganhei todos os prêmios individuais: artilheiro e melhor jogador da liga, além de ter sido campeão duas vezes. Acho que me tornei um ídolo de todas as torcidas, que começaram a pedir que eu fosse para a seleção de lá. Infelizmente, não morava no país há cinco anos, então não consegui me naturalizar”, conta. Atualmente com 31 anos, Leandrinho está no Karabukspor, da Turquia, mas volta à Costa Rica todas as férias para visitar as filhas. Ele ainda planeja voltar a jogar no futebol do país da América Central. 

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