Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Costa-riquenho Bryan Ruiz sonha em fazer jus à camisa 10 de Pelé

Destaque da seleção na Copa de 2014 e sem o mesmo brilho na Rússia em 2018, meia chega para resolver o problema de armação do Santos

Rafael Franco, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2018 | 07h00

Reforço de peso do Santos, o costa-riquenhos Bryan Jafet Ruiz González desembarcou na Vila Belmiro com a honra de ser apresentado com a camisa 10 que foi eternizada por Pelé.

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Ao lado do goleiro Keylor Navas, o meio-campista foi o principal destaque da surpreendente campanha da Costa Rica que desbancou os favoritos Uruguai e Itália e só caiu nos pênaltis diante da Holanda nas quartas de final da Copa de 2014. Porém, esteve distante de reeditar este protagonismo na Rússia, onde não fez nenhum gol e não deu sequer uma assistência no Mundial no qual a sua seleção foi eliminada na primeira fase com duas derrotas (uma delas para o Brasil) e um empate.

Assim, o canhoto chegou ao Santos sem ser visto como um jogador estrangeiro de patamar alto como a torcida santista gostaria, apesar das vantagens que os seus 1, 87 m de estatura podem lhe proporcionar.

Bryan completará 33 anos daqui um mês e hoje é muito mais um armador de jogadas do que o goleador nato que chegou a ser no início de sua trajetória no futebol europeu. Revelado pela Liga Alajuelense, da Costa Rica, ele foi o principal artilheiro do Genk, da Bélgica, na temporada 2007/2008, e depois contabilizou 43 bolas na rede em 96 jogos pelo Twente, da Holanda.

Em seguida, atuou pelo Fulham, da Inglaterra, voltou para o futebol holandês para um curta passagem por empréstimo ao PSV Eindhoven, que ele defendeu no mesmo 2014 em que brilhou na Copa. Com o status que conquistou com suas atuações no Brasil, o meia atraiu o interesse do Sporting, de Portugal, onde jogou de 2015 a 2018, período em que marcou só 18 gols em 121 jogos e ganhou dois títulos. 

Bryan, entretanto, não faz mais questão de ser protagonista como goleador, mas sim como a referência do meio-campo que perdeu Lucas Lima para o Palmeiras em 2017. Espera ser o criador e o motor deste setor. “O Santos precisa de um jogador que acelere a partida, tenho experiência nisso”, lembrou o meia em sua apresentação como reforço, na semana passada.

Jogador da seleção da Costa Rica desde 2005, ele tem 24 gols em 114 jogos pela equipe nacional e agora almeja ser o principal cérebro do time santista.

Fora dos gramados, por sinal, a sua capacidade intelectual lhe permitiu assinar 228 colunas no jornal costa-riquenhos Al Día entre 2011 e 2014, período em que usou o espaço concedido pela publicação para emitir opiniões sobre atualidades do futebol.

Ainda sem poder contar com o futebol de Bryan Ruiz, em férias após defender a Costa Rica na Copa do Mundo, o Santos treinou ontem à tarde no CT Rei Pelé visando o clássico de amanhã, contra o Palmeiras, no Pacaembu. A principal novidade do trabalho foi a volta do zagueiro David Braz, que estava afastado por intoxicação alimentar. 

 

 

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