Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Cotado no Corinthians, Sylvinho recusou o clube em 2016 e teve estreia apagada como técnico

Ex-lateral, revelado no próprio alvinegro, tem grande bagagem com auxiliar e está livre no mercado

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2019 | 09h25

Um dos nomes mais cotados para assumir o comando do Corinthians, posto vago após a demissão de Fábio Carille, Sylvinho já recusou o cargo na equipe em 2016, foi auxiliar de Tite na seleção e teve sua primeira oportunidade como técnico principal marcada por uma péssima campanha no Lyon, da França, que resultou em demissão após 11 partidas.

Cria do Terrão, como é conhecida a base do Corinthians, o ex-lateral teve longa passagem na Europa como jogador (Arsenal, Celta, Barcelona e Manchester City). Com o fim de sua carreira, voltou ao Brasil para começa sua preparação para virar técnico. Trabalhou como auxiliar em Cruzeiro, Sport, Náutico até voltar ao Parque São Jorge, em 2014, onde trabalhou com Mano Menezes.

Na mesma temporada, aceitou o convite para ser auxiliar-técnico de Roberto Mancini no Inter de Milão. Em seu retorno à Europa, aproveitou para tirar as licenças para atuar como treinador do Velho Continente. O curso da Uefa foi o impedimento para que ele aceitasse o convite feito por Roberto de Andrade para assumir o Corinthians em 2016.

A passagem pela Itália foi interrompida com um convite para trabalhar com Tite na seleção brasileira. Como membro da comissão técnica do Brasil, participou da vitoriosa campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia e depois do Mundial. Em abril de 2019, aceitou comandar a equipe olímpica em abril. No mês seguinte, no entanto, abandonou o cargo para assumir o Lyon, da França.

Passagem apagada

Indicado por Juninho Pernambucano, que também tinha acabado se assumir como diretor de futebol, Sylvinho chegou ao Lyon em maio para sua primeira aventura como treinador. O trabalho, no entanto, não saiu como o esperado. Com apenas 11 jogos e pior início de campanha da equipe no Campeonato Francês em 24 anos, ele foi demitido pelo presidente Jean-Michel Aulas.

Sua saída foi lamentada por um dos principais lideres do grupo, o holandês Memphis Depay: "Sinto muito por ele ter sido sacrificado porque acho que ele trouxe paixão para o time e para o clube, uma nova maneira de pensar, um novo estado de espírito. Mas leva tempo para mudar as coisas no clube. Me sinto mal por ele, mas espero que faça grandes trabalhos no futuro."

Livre no mercado, o treinador foi um dos pedidos da torcida durante protestos realizados pela torcida corintiana na última semana no CT Joaquim Grava. Outro nome que ganha força no clube é Tiago Nunes, campeão da Copa do Brasil pelo Athletico-PR, que fica sem contrato em dezembro deste ano.

Ainda sem uma definição, o time alvinegro será comandado por Dyego Coelho de forma interina na quarta-feira, contra o Fortaleza, na Arena Corinthians.

 

Tudo o que sabemos sobre:
futebolCorinthiansSylvinho

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.