Eva Plevier/Reuters
Eva Plevier/Reuters

Courtois critica Uefa e Fifa por calendário de jogos: 'Não somos robôs'

Goleiro belga do Real Madrid afirma que as entidades responsáveis pelo futebol não se importam com a saúde e condição física dos jogadores

Redação, Estadão Conteúdo

11 de outubro de 2021 | 13h49

Goleiro do Real Madrid e da seleção da Bélgica, Thibaut Courtois fez um desabafo contra o calendário de futebol da Europa ao criticar a Uefa e a Fifa. O jogador disse que os jogadores não são robôs e precisam de descanso e também afirmou que as entidades só querem ganhar mais dinheiro com novas competições.

"Não somos robôs! É só mais jogos e menos descanso para nós e ninguém se importa conosco. Quando vamos ter algum descanso? Nunca", criticou o belga. "Portanto, no final, os melhores jogadores vão se machucar e se machucar. É algo que deveria ser muito melhor e muito mais cuidado."

Courtois ficou especialmente indignado com a disputa do terceiro lugar da Liga das Nações da Uefa, no domingo. A Bélgica perdeu da Itália por 2 a 1, em jogo que contou com diversos reservas em campo. "Este jogo é apenas um jogo de dinheiro e temos que ser honestos sobre isso. Apenas o jogamos porque, para a Uefa, é um dinheiro extra."

O desgaste dos jogadores aumentou desde o início da pandemia de covid-19, que paralisou o calendário e obrigou as competições a reduzirem o intervalo entre os jogos para finalizar a temporada passada. Ao mesmo tempo, a Uefa criou nova competição de clubes, a Liga Conferência, e a Fifa cogita reduzir o intervalo entre as edições da Copa do Mundo, de quatro para apenas dois anos.

"No ano que vem, a Copa do Mundo será em novembro. Teremos que jogar até o fim de junho novamente. Vamos nos machucar", disse Courtois, referindo-se ao avanço da temporada europeia. Geralmente, as competições do continente se encerram em maio.

O goleiro belga também criticou diretamente a Uefa ao apontar incoerência da entidade, que impediu a criação da Superliga Europeia, torneio discutido pelos maiores clubes do continente e que foi abortado no início deste ano. "Eles são contra a Superliga, mas eles estão fazendo o mesmo, colocando jogos extras. Eles criaram um novo campeonato (Liga Conferência). É sempre o mesmo. Eles podem estar com raiva dos clubes por tentarem criar a Superliga, mas eles não ligam para os jogadores. Só ligam para os seus bolsos."

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