CPI aguarda defesa de Teixeira

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem apenas mais uma chance para explicar à CPI do Futebol do Senado as irregularidades que, segundo as apurações, foram encontradas nas investigações sobre o dirigente. Há suspeita de que Teixeira esteja envolvido em lavagem de dinheiro, evasão fiscal, apropriação indébita, perjúrio e sonegação fiscal.A garantia é do senador Álvaro Dias (sem partido-PR), presidente da CPI. "Estamos trabalhando há praticamente um ano (a Comissão foi instalada em outubro de 2000). Agora, chegamos à etapa final. Apuramos tudo o que era necessário e falta somente ouvir a defesa de Ricardo Teixeira. Esse é o preceito de justiça, de democracia. Ele tem o direito de se explicar diante das acusações. Será a última oportunidade", reforçou Dias.Teixeira depôs pela primeira vez na CPI do Senado no final do ano passado. O segundo - e conclusivo - depoimento estava marcado para o próximo dia 30 e foi adiado para 2 de outubro. Até lá, de acordo com o senador, não existe muito mais para ser feito.Os senadores preparam o interrogatório de Ricardo Teixeira e também o ex-presidente do Flamengo, Márcio Braga. E, dois dias depois, será a vez do atual presidente do clube carioca, Edmundo Santos Silva depor em Brasília. O cartola vascaíno e deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) deverá volta a falar dia 11 de setembro. "São os depoimentos mais polêmicos", ressaltou Álvaro Dias.O senador afirma: "Ele (Ricardo Teixeira) fica dizendo que o Senado não tem de investigar o futebol. Tem sim, uma vez que o futebol é parte do patrimônio cultural do Brasil." E atacou: "Como Ricardo Teixeira pode querer transparência quando está envolvido em tantas irregularidades?" Depois do depoimento do presidente da CBF, a CPI começa a preparar o relatório final. Se aprovado, toda a documentação será encaminhada ao Ministério Público. O relator da CPI do Futebol é Geraldo Althoff (PFL-SC). "Aí, serão instaurados os inquéritos. Exatamente como ocorreu no caso do deputado Eurico Miranda (já há duas representações contra ele)", afirma Álvaro Dias.

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