CPI: BC vai apressar quebra de sigilo

A diretora de Fiscalização do Banco Central, Tereza Grossi, se prontificou nesta quinta-feira a apressar os procedimentos para obter junto aos bancos a quebra do sigilo bancário de pessoa e empresas que estão sendo investigados pela CPI da CBF/Nike. De acordo com o presidente da comissão, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), na conversa que teve com Grossi, ela explicou que a demora em atender aos pedidos se deve aos adiamentos feitos pelos bancos que dispõem dos dados requisitados pela CPI.O deputado explicou que a lentidão ocorre com relação às contas CC-5 pertencentes a pessoas residentes no exterior. Pelas denúncias investigadas na comissão, essas contas estariam sendo utilizadas para fazer a lavagem de dinheiro obtido ilegalmente. Rebelo disse que 90% das informações solicitadas ao Banco Central têm chegado regularmente. Segundo ele, Tereza Grossi se dispôs a adotar uma "linha direta" com a comissão, caso seja necessário a assessoria do bancos na identificação de dados proporcionados pela quebra do sigilo bancário.A proposta de ajudar nos trabalhos - de acordo com o deputado - também foi feita pelos chefes do Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiro, Ricardo Liau, e do Departamento de Cadastro e Informação, Sérgio Lima, que participaram da conversa.

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