CPI: contrato com a Nike é irregular

O presidente da CPI da CBF Nike, deputado Aldo Rebelo (PC do B - SP), afirmou nesta quarta-feira à tarde que "a conclusão mais importante da CPI é que houve irregularidades e ilegalidade no contrato da CBF com a Nike". Segundo Rebelo, o fato da CBF haver transferido poderes para a Nike já é uma dessas irregularidades, lembrando que alguns amistosos da seleção brasileira foram definidos pela patrocinadora a Nike. "São poderes que a CBF transferiu para a Nike e que eu entendo que isso é irregular", admitiu Rebelo. Mas o presidente da CPI também admitiu que a proposta e estatuto para o desporto, que impede a reeleição de dirigentes esportivos por mais um mandato, é "o aspecto mais importante do ponto de vista da legislação", conclui Rebelo. O relatório da CPI deve pedir o indiciamento de cerca de 40 dirigentes e empresários de futebol, entre eles o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo Farah, o empresário Juan Figer, o presidente da Federação Paranaense, Onaireves Moura e Eduardo Viana Caixa D´Água, da Federação do Estado do Rio de Janeiro. O relatório não deve indiciar Pelé mas deve pedir punição para o seu sócio Hélio Viana.

Agencia Estado,

06 de junho de 2001 | 16h41

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