Jorge Adorno/Reuters
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CPI, crime ambiental e passaporte retido: relembre as polêmicas de Ronaldinho Gaúcho

Ex-jogador coleciona problemas fora de campo, das quais a mais recente é a detenção no Paraguai

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

05 de março de 2020 | 13h54

Assim como ficou famoso pelo talento e pelos títulos na carreira, Ronaldinho Gaúcho tem no currículo diversas passagens tumultuadas na biografia. Muito antes de ficar sob custódia no Paraguai pela utilização de passaporte falso, o campeão mundial com a seleção brasileira em 2002 encarou uma série de polêmicas, com direito a CPI, crime ambiental e envolvimento em esquema de pirâmide financeira. Relembre:

2001

Aos 21 anos, o jogador foi descoberto em março daquele ano com uma carteira de habilitação falsa. O documento foi comprado por R$ 400. No mesmo ano o meia foi flagrado dirigindo com o licenciamento do carro vencido e também sem habilitação. Por isso, Ronaldinho recebeu uma multa.

2012

Ronaldinho levou mulher para a concentração do Flamengo em Londrina (PR), onde o time fazia pré-temporada. Quando decidiu deixar o clube carioca, ele rescindiu o contrato e cobrou o pagamento de R$ 40 milhões referentes a  atrasos salariais, premiação e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Por outro lado, a equipe cobrou o mesmo valor, por alegar prejuízo à imagem da instituição pelo mau comportamento do ex-camisa 10.

No mesmo ano o jogador precisou viajar a Porto Alegre para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara de Vereadores. A investigação tinha como foco os convênios entre a prefeitura da capital gaúcha e o Instituto Ronaldinho Gaúcho. Os trabalhos foram encerrados com a conclusão de que houve erro nas prestações de contas.

2013

Quando morava em Minas Gerais, o jogador enfrentou problemas com a vizinhança do condomínio onde morava. As reclamações eram principalmente sobre festas e som alto durante as madrugadas.

2015

Ronaldinho e o irmão, o ex-atacante Assis, tiveram a condenação confirmada pelo Ministério Público Estadual por dano ambiental ao rio Guaíba. Os dois ergueram de forma ilegal em Área de Preservação Permanente (APP) um trapiche, um ancoradouro e uma plataforma de pesca.

2018

Pela falta do pagamento da multa por crime ambiental, a Justiça determinou a retenção dos passaportes de Ronaldinho e de Assis. Para complicar, os sigilos bancários do jogador foram quebrados e o saldo da conta dele apontava somente R$ 24. Apesar disso, o astro continuava em viagens para eventos pelo exterior.

2019

No ano em que foi nomeado pelo governo federal como embaixador do turismo, Ronaldinho fez acordo de R$ 6 milhões com o Ministério Público do Rio Grande do Sul para pagar a multa ambiental. Com isso, teve o passaporte de volta e prosseguiu com a rotina de viagens.

Também no ano passado, o ex-jogador fez um acordo com a Prefeitura de Porto Alegre para parcelar uma dívida de R$ 7,5 milhões referente ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e taxa de coleta de lixo. A despesa será paga em 60 parcelas.

2020

Ronaldinho virou réu em uma ação civil coletiva de R$ 300 milhões por danos morais e materiais pela atuação da sua empresa, a 18kRonaldinho, que é suspeita de atuar como pirâmide financeira. O empreendimento prometia rendimentos de até 2% por dia para os clientes.

 

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