CPI da CBF/Nike não resiste à pressão

As investigações da CPI da CBF/Nike vão ficar pela metade. O fim da comissão antes do prazo desejado por seus integrantes foi decretado pelos líderes de partidos aliados ao governo, atendendo a pressões que, no dizer do presidente da comissão, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), atenderiam ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, à Nike, ao governo, e aos empresários Juan Figer e J. Hawilla. "Alguns trabalharam para que as investigações não se aprofundem", afirmou o deputado. A decisão obriga a CPI a encerrar seus trabalhos no mês que vem, com sete meses de atividade, sem obter a prorrogação de 60 dias solicitadas pelos parlamentares. A duração de uma CPI é uma questão política. Pode durar quase um ano, como ocorreu com a CPI do Narcotráfico, ou terminar antes da hora, se não houver uma união de forças capaz de sustentar investigações que de alguma forma prejudique interesses. Com exceção do líder do PCdoB, Ignácio Arruda (CE), os líderes devem apoiar, no máximo, a prorrogação até o dia 13 de maio. O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), concordou em colocar o pedido de prorrogação por 60 dias em votação no plenário quinta-feira. Mas a possibilidade de sua aprovação é mínima, já que não conta com o apoio dos líderes. No entender do deputado Geraldo Magela (PT-DF), o acordo para interromper as investigações foi acertado no mês passado quando Pelé e Ricardo Teixeira conversaram sobre a medida provisória que altera pontos da chamada Lei Maguito. Doutor Rosinha foi mais longe, ao dizer que o próprio Teixeira visitou os deputados nos gabinetes para acertar o fim da CPI. Por intermédio de sua assessoria, Teixeira disse que a informação não procede.

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