CPI: deputado cita ?esquema Uruguai?

O deputado Ronaldo Vasconcellos (PL-MG) disse que "ficou claro que alguns empresários do futebol", entre eles Juan Figer, "estão cometendo elisão fiscal" (que são brechas na legislação), quando fazem a transferência de jogadores brasileiros para o exterior usando os clubes uruguaios Rentistas e Central Espanhol como "ponte" na transação.Segundo Vasconcellos, é preciso que seja feita "imediatamente" uma alteração na legislação fiscal do Brasil, para impedir que, como ocorreu no ano passado, "perto de 20 jogadores deixaram o país e foram transferidos para a Europa", tendo sido vendidos, antes ao Rentistas ou ao Central. "A CPI ainda não tem cálculos", mas o deputado acredita que só com as vendas nos últimos anos, o Brasil deixou de arrecadar U$ 500 milhões em impostos. Como exemplo, o parlamentar citou a transferência de Lucas, que saiu do Clube Atlético do Paraná, foi vendido ao Uruguai por U$ 7,5 milhões e em seguida se transferiu para o Rennes por U$ 23 milhões. "Só aí, U$ 15 milhões deixaram de ser tributados", lembrou Vasconcellos.De acordo com o relatório que a comissão vai apresentar à CPI da CBF/Nike, o Rentistas e o Central Espanhol recebem, em média, 10% de bonificação de cada transação que intermediam entre o futebol brasileiro e o europeu. Participaram da viagem ao Uruguai, além de Ronaldo Vasconcellos, os deputados Nelo Rodolfo (PMDB-SP) e José Janene (PPB-PR).Nesta quarta-feira, às 14h30, a CPI realiza audiência pública para ouvir o ex-presidente do Flamengo (RJ) Kléber Leite. Na quinta-feira, se a Polícia Federal conseguir intimar, a comissão se reúne para ouvir o dirigente da Pelé Sport, Hélio Viana, que até a tarde desta segunda- feira, tinha se negado a assinar a convocação, alegando "compromissos internacionais".

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