Evaristo Sa/ AFP
Evaristo Sa/ AFP

Instalada, CPI do Futebol só terá trabalhos em agosto

Recesso adia começo da comissão, que será presidida por Romário

ISADORA PERON, Estadão Conteúdo

14 de julho de 2015 | 16h17

Após quase dois meses de atraso, a CPI do Futebol foi instalada nesta terça-feira. Em uma rápida reunião, o senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) foi escolhido presidente da comissão e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), como relator. Por conta do recesso parlamentar, que inicia na próxima semana, a comissão deve começar efetivamente a funcionar apenas em agosto.

Romário disse nesta terça que o objetivo da comissão será investigar as irregularidades no mundo do futebol, a começar pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). "Eu espero que quando a CPI estiver finalizada os brasileiros conheçam todas aquelas pessoas que fazem mal ao futebol e que os culpados paguem pelos seus crimes", disse.

Ele afirmou que vai trabalhar para que sejam quebrados sigilos dos atuais e de antigos dirigentes da CBF, como Marco Polo Del Nero, atual presidente, e Ricardo Teixeira, ex-mandatário da entidade. O senador disse ainda que a comissão vai buscar ter acesso aos dados das investigações do FBI e da polícia suíça que levaram à prisão o ex-presidente da CBF José Maria Marin, no dia 27 de maio. O fato foi o que levou Romário a trabalhar pela abertura da CPI.

A demora para instalar a comissão foi articulada pelo PMDB, que mantém estreitas ligações com a CBF. Fernando Sarney, um dos filhos do ex-presidente José Sarney, por exemplo, é vice-presidente da confederação.

Por conta disso, o partido escolheu um dos nomes da sua mais estrita confiança para a relatoria da comissão. Nesta terça, Jucá relativizou o fato de ter sido escalado para fazer parte da CPI. "Eu fui convocado pela experiência de ser relator de várias matérias. O presidente Romário tem história e experiência dentro e fora do campo. Dá para, somando experiências, a gente montar uma bela seleção e não perder de 7 a 1, virar o jogo", brincou.

Jucá reforçou que a CPI vai convocar e quebrar o sigilo de quem "for preciso". "Nós não queremos blindar ninguém. A CPI é feita para investigar. Nós queremos levantar a fundo todos os fatos para que possa ser responsabilizado quem efetivamente tenha cometido algo ilícito", disse.

Ao todo, a comissão tem 11 titulares e oito suplentes. O prazo de funcionamento da CPI é de 180 dias e, além de investigar questões relativas à CBF, também vai avaliar os contratos firmados para a realização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014.

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