CPI e Clube dos 13 clamam por MP

O provável fim do calendário quadrienal e o esvaziamento das ligas de clubes são vistos como retrocesso pelo senador Álvaro Dias (PTB-PR) e por Fábio Koff, respectivamente presidentes da CPI do Futebol e do Clube dos 13. Dias disse que o movimento dos presidentes de federações estaduais para reformular a Resolução de Diretoria (RDI) 13/2001 da CBF significa a "anarquização do futebol" e obriga o governo a agir rapidamente no sentido de editar Medida Provisória dando poderes ao Ministério Público para intervir em instituições como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)."A mudança do calendário e o esvaziamento das ligas significa que os dirigentes estão desdenhando do governo." Fábio Koff disse não acreditar que a CBF reassuma o poder de organizar o Campeonato Brasileiro das Séries A, B e C, atribuição que teoricamente caberia à Liga Nacional.O problema é que os clubes não se entendem e o projeto de criação da liga parece cada vez mais distante. O presidente do Clube dos 13, no entanto, não admite o que parece claro. "Sou um otimista. Temos reunião marcada para a próxima semana e o estatuto da Liga, que já está sendo elaborado, é um dos assuntos da pauta. A Lei Pelé dá às ligas poder de organizar o Brasileiro, inclusive com acesso e descenso."Segundo o advogado e especialista em direito esportivo Heraldo Panhoca, de fato a legislação que permitiu a criação das ligas regionais e nacional dá a elas poderes para organizar campeonatos, mas a CBF tem os mesmos direitos. "O fim do calendário quadrienal e a retomada por parte da CBF da organização do Brasileiro pode ser imoral, mas é legal", diz Panhoca.O advogado vai além, ao lembrar que somente a CBF tem poderes para, por exemplo, indicar clubes brasileiros a participar de competições internacionais como a Taça Libertadores da América e o Mundial Interclubes da Fifa.

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