CPI está pronta para ações no STF

Informação é o que não falta nos primeiros oito requerimentos encaminhados pela CPI do Futebol para obter dados sigilosos do Banco Central e da Receita Federal. Só a parte referente ao Vasco e a seu presidente, Eurico Miranda (PPB-RJ), somam 64 laudas com os mais variados tipos de acusações. Assim como nesse caso, a comissão está preparada para sustentar os pedidos de quebras de sigilos do Flamengo e de seu presidente, Edmundo Santos Silva, além dos presidentes das Federação de Futebol do Rio, Eduardo Vianna, e de São Paulo, Eduardo José Farah. Dessa vez, dificilmente os ministros do Supremo Tribunal Federal poderão dizer que falta "fundamentação", como foi alegado anteriormente, quando o STF concedeu liminares em favor dos investigados.Eduardo José Farah e Eduardo Viana são igualmente contemplados com um dossiê de acusações. Os senadores informam, com base em matéria publicada na imprensa, que Farah teria sido multado "em função de aumento patrimonial descoberto". "As suspeitas tinham origem na ausência de fontes de renda capazes de justificar um aumento de patrimônio de US$20 mil para US$2 milhões, após ele ter assumido a presidência da Federação", argumentam os integrantes da CPI. Sobre Eduardo Viana pesam acusações de envolvimento no esquema de evasão de renda dos estádios. As investigações nas federações são justificadas pelas suspeitas de acobertamento de irregularidades praticadas por clubes a elas subordinados.As 12 laudas de suspeitas contra o Flamengo e seu presidente, Edmundo Santos Silva, centralizam-se na compra dos passes dos jogadores Petkovic, Mozart e Tuta, que teriam sido feita à revelia dos membros do conselho deliberativo do clube.

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