CPI: fim da "dinastia" dos cartolas

Diante do nível de bagunça e desmandos que atingiram a administração do futebol brasileiro, que culminou no cerco fechado ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, surge com força em Brasília uma alternativa que promete deixar boa parte dos cartolas brasileiros incomodada. A idéia é modificar a maneira como são feitas as eleições em federações e clubes. Ao invés de ficarem atreladas aos respectivos estatutos das entidades e agremiações, elas passariam a ser regidas diretamente pela Constituição Federal. A proposta é uma das que serão encaminhadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol, em andamento no Senado, segundo apurou hoje a Agência Estado. Se aprovada, a nova legislação vai estabelecer mandatos de três anos, com apenas uma reeleição. Espera-se, com isso, conseguir uma transparência maior na forma com o esporte brasileiro, mais especificamente o futebol, é administrado. "Só o futebol movimenta, por ano, cerca de R$ 18 bilhões no Brasil, sendo que grande parcela desse montante está relacionada com transações no exterior", afirmou o presidente da CPI, senador paranaense Álvaro Dias (sem partido). "Por isso torna-se necessária medidas que contenham desvios de dinheiro." Queda de braço - Circulou hoje nos corredores da CBF que a Fifa poderia desfiliar a entidade no caso de haver uma intervenção federal. A medida, se concretizada, impediria a seleção brasileira de participar da Copa do Mundo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.