CPI já tem dados da empresa de Pelé

Os deputados da CPI da CBF/Nike já têm condições de aprofundar as investigações na empresa do ex-ministro de Esportes Pelé e a seu sócio Hélio Viana. Eles receberam do Banco Central e da Receita Federal os extratos bancários e fiscais da Pelé Sports & Marketing dos últimos cinco anos. Em atendimento aos pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal feitos pelo deputado Doutor Rosinha (PT-PR), também chegaram à comissão documentos sobre a movimentação financeira e fiscal de Hélio Viana, de seis de suas empresas e da Pelé Dorna Sports & Marketing. Viana afirma que nem ele nem a Pelé Sports têm ligação com a Dorna, mas os deputados receberam documentos em que consta sua assinatura como diretor dessa empresa.A agilidade do Banco Central e da Receita Federal no envio dos documentos, solicitado no último dia 3, surpreendeu os deputados. Eles temiam que uma demora de meses impedisse a CPI de examiná-los antes do final de maio, quando será encerrada. Doutor Rosinha atribuiu a eficiência à necessidade do governo em desvendar fatos que Hélio Viana não soube explicar no seu depoimento. Já o relator Silvio Torres (PSDB-SP) acha que o mérito é da diretora de Fiscalização do BC, Teresa Grossi, e do secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, aos quais ele e o presidente da comissão, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) recorreram pedindo pressa.Nesta quinta-feira, a CPI deve concordar com a solicitação da transferência do sigilo bancário da Pelé Sports e de Hélio Viana para a procuradora da República do Rio de Janeiro, Mônica Campos de Ré. Ela informou aos deputados que esses documentos servirão "para instruir um inquérito policial de interesse da Justiça". Também nesta quinta, os deputados vão decidir como contornar o impedimento provocados por liminares do Supremo Tribuna Federal (STF) que impediu o acesso às contas bancárias e fiscal das federações de futebol.

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