Leo Correa/AP
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CPI que apura tragédia no Ninho do Urubu propõe amistoso beneficente para ajudar famílias

Flamengo ainda analisará a ideia que pretende reverter a renda da partida para as famílias das vítimas do incêndio

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2020 | 18h56

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incêndios na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discutiu novamente nesta sexta-feira a tragédia do Ninho do Urubu, onde dez jogadores da base do Flamengo morreram após incêndio em fevereiro de 2019. 

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, não compareceu à audiência. Ele está em Brasília para acompanhar o time na final da Supercopa do Brasil, domingo, contra o Athletico-PR. As famílias das vítimas reclamaram da ausência do dirigente. 

O Flamengo foi representado pelo CEO Reinaldo Belotti, pelo vice-presidente jurídico Rodrigo Dunshee e pelo vice de administração  Jaime Correa da Silva. O vice de futebol Marcos Braz compareceu por conta própria e saiu antes do fim da sessão.

A CPI sugeriu um amistoso beneficente do Flamengo para reverter a renda para as famílias. Rodrigo Dunshee disse que levaria a ideia para a diretoria. "Tenho certeza que os jogadores vão ter o maior prazer de fazer esse jogo", afirmou o vice jurídico.

Na sexta-feira da semana passada, dirigentes do Flamengo não compareceram à Alerj para prestar depoimento na CPI. Então, foi ordenado a condução coercitiva dos dirigentes. Nesta sexta, embora Landim não tenha comparecido, a CPI entendeu que o presidente estava representado pelo vice Rodrigo Dunshee.

A tragédia do Ninho do Urubu completou um ano no último sábado, dia 8 de fevereiro. Até agora, das dez vítimas, apenas três acordos foram selados: com parentes de Vitor Isaías, Athila Paixão e Gedson Santos. No caso de Rykelmo Souza, o Flamengo se acertou com o pai do garoto, mas não com a mãe, que já entrou com um processo judicial. Familiares reclamam de falta de sensibilidade do clube.

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