CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO
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CPI do Futebol quebra o sigilo telefônico de Marco Polo Del Nero

Marin e Ricardo também tiveram sigilos quebrados

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2015 | 15h42

A CPI do Futebol aprovou na tarde desta terça-feira a quebra dos sigilos telefônico e telemático (mensagens eletrônicas) do atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e do ex-presidente José Maria Marin. Já o ex-presidente Ricardo Teixeira teve os sigilos bancário e fiscal quebrado numa sessão que teve menos de 10 minutos de duração e contou com a presença de apenas sete senadores.

Del Nero já havia tido os sigilos bancário e fiscal quebrado pela CPI em 20 de agosto. O presidente da CBF, inclusive, tentou barrar o acesso a seus dados no Superior Tribunal Federal (STF), mas o ministro Edson Fachin negou o mandado de segurança. O acesso aos dados fiscais e bancários de Marin havia sido aprovado pela CPI em 23 de setembro.

O presidente da CBF teve o sigilo telefônico e telemático quebrado a partir de 12 de março de 2013. Marin, no período entre março de 2012 e maio de 2015, mês em que ele foi preso na Suíça.  Os requerimentos solicitando a quebra foram de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). 

O acesso aos dados bancários e fiscais de Teixeira são referentes ao período de 1º de janeiro de 2007 a 12 de março de 2012.  O pedido de quebra foi do senador Romário (PSB-RJ), presidente da CPI.

A sessão que apreciou o pedido de acesso aos dados dos cartolas ligados à CBF ocorreu após dois adiamentos. Os senadores também decidiram pela quebra dos sigilos bancário e fiscal do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL), bem como o acesso à demonstração dos resultados e lucros do órgão, além das cópias, a serem enviadas pela Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro a do processo de registro, do contrato social e demais documentos COL.

A CPI, porém, deixou de apreciar 16 dos 24 requerimentos que estavam na pausta, entre eles o que pede a quebra dos sigilos da ex-namorada de Del Nero, Carolina Galan, e do atual diretor financeiro e de planejamento estrategico da CBF, Rogério Caboclo.

Os requerimentos que solicitavam a transferência dos dados bancários, fiscais, além dos sigilos telefônico e telemático do empresário Kleber Leite e sua empresa, a Klefer Produções Promoções estão entre os que não foram apreciados, assim como o pedido referente ao empresário Wagner Abrahão. 

Mas a CPI aprovou o pedido feito por Romário (PSB-RJ) para que haja compartilhamento com a Polícia Federal, com reciprocidade, de informações públicas, reservadas ou ostensivas relativas à investigação da CPI.

A sessão desta terça-feira teve a presença de apenas sete senadores. Não foi marcada a próxima reunião, que deverá ocorrer apenas em fevereiro de 2016, depois do carnaval.


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