CPI: vascaíno não explica dinheiro

O vice-presidente de finanças do Vasco da Gama, Mario Cupello, não conseguiu explicar como o funcionário Aremitas José de Lima, com salário mensal de R$ 3.000,00 conseguiu movimentar em cinco anos a quantia de R$ 13 milhões em sua conta corrente. Segundo levantamentos da CPI do Futebol, Aremithas seria ?laranja? do presidente do Vasco, deputado Eurico Miranda (PPB-RJ). O Vasco garante que a conta de Aremitas foi utilizada para pagar apenas despesas do clube, mas os senadores comprovaram que dinheiro vindo do Vasco foi utilizado na campanha de Eurico Miranda a deputado federal em 1998 e para pagar contas pessoais do cartola vascaíno. Além disso, o Vasco realizou pagamentos vultuosos, de cerca de R$5 milhões, para uma empresa do qual Cupello não sabe a atividade-fim. Todos esses cheques foram assinados pelo próprio Cupello e preenchidos na Tesouraria do Vasco, o que caracteriza apropriação indébita na avaliação da CPI.

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