Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Craque Alex brilha pela última vez e emociona a torcida do Palmeiras

Meia marca duas vezes em sua despedida pelo clube alviverde

Felippe Scozzafave e Rafael Fiuza, O Estado de S. Paulo

28 Março 2015 | 23h14

 A arena do Palmeiras garantiu na noite deste sábado um resgate a um dos momentos mais marcantes da história do clube. Na despedida do camisa 10, Alex, a torcida do alviverde também viu quase toda a equipe campeã da Libertadores em 1999, além de outros ídolos que marcaram história com a camisa verde e branca. Na disputa entre os amigos de Alex contra o vencedor do torneio continental, a equipe vitoriosa foi o menos importante em uma noite de comemoração do torcedor palmeirense.

Após mais de 13 anos, Alex voltou a vestir a camisa alviverde onde conquistou os títulos da Copa do Brasil, Mercosul, Libertadores e também do torneio Rio-São Paulo. Ao lado do atleta estiveram craques como Marcos, Velloso, Júnior Baiano, Roque Júnior, Júnior, Edmundo, Paulo Nunes, Oséas, Ademir da Guia, Zinho, Evair, Euller, Galeano e outras estrelas que passaram pelo Palmeiras.

Do outro lado, amigos e ex-companheiros de equipes do homenageado da noite formaram o adversário do Palmeiras. Maurinho, Rustu, Gilberto Silva, Sorín, Aristizábal, Denílson, Athirson, Amoroso, Djalminha, entre outros jogadores estiveram na equipe responsável por enfrentar os campeões da Libertadores.

Não demorou muito para a torcida comemorar no estádio. Mas o lance não acabou com a bola nas redes. Na primeira defesa de Marcos, os torcedores deliraram, lembrando dos melhores momentos do eterno camisa 12 do Palmeiras. A felicidade, no entanto, durou pouco. Ex-companheiro de Alex no Fenerbahçe, o turco Tuncay abriu o placar e também foi responsável pelo segundo gol da partida, um golaço, após tabela de calcanhar com Aristizábal. Foi nesse momento que a estrela da noite começou a brilhar e, depois de quase 14 anos, voltar a balançar as redes da Arena Palmeiras. Como não poderia deixar de ser, foi um golaço, com um chute de esquerda colocado, no ângulo do goleiro Rustu. O gol levou a torcida à loucura e reverenciando o antigo camisa 10, que, ainda no primeiro tempo, marcou o seu segundo gol.

No segundo tempo foi a vez de Edmundo, Euller e Evair formarem o ataque do time alviverde. Em cada tabela, passe, drible e gol, a torcida ia à loucura. Lembranças de uma fase repleta de glórias voltaram à tona quando Evair balançou as redes de Fábio Costa. Porém, o ídolo alviverde precisou marcar duas vezes para o juiz validar. Na primeira vez que mandou a bola para as redes, Evair até tirou a camisa para comemorar, mas o lance foi invalidado pois ele estava impedido.

Outro lance marcante foi protagonizado por Edmundo que estufou as redes após belo lançamento de Evair.No gol, os 12.623 torcedores presentes não hesitaram ao entonar o cântico que marcou a carreira do camisa 7 palmeirense: 'Au, au, au, Edmundo é um animal'.

Antes do fim do jogo, ainda foi possível ver o encontro de dois dos maiores camisas 10 do Palmeiras. Em campo, Alex e Ademir da Guia tiveram a oportunidade de colocar nas quatro linhas a formação que todo palmeirense já montou no time dos sonhos. E 'Divino' não decepcionou quando foi convidado para bater o pênalti sofrido por Evair. Gol do Palmeiras e de toda a torcida que viu, pela última vez, o último camisa 10 clássico do futebol brasileiro.

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