Craques do passado criticam seleção

A derrota para o Equador provocou não somente a indignação na opinião pública, mas também em alguns dos principais craques da seleção brasileira, que honraram a tradição de vitórias do Brasil e tantas alegrias deram aos torcedores. Para os ex-craques Zico, Zizinho, Vavá e Carlos Alberto Torres, o principal problema com a equipe é a falta de identidade e alma para vestir a camisa amarela. Zico, que brilhou na seleção durante os anos 80, protestou contra a falta de vontade que alguns jogadores têm demonstrado em campo e exigiu uma melhor postura de todos em campo. "Acho que a seleção brasileira está jogando igual a alguns funcionários públicos, que chegam lá, batem o cartão e pronto. Quero o mesmo espírito do jogo contra a Argentina, durante a primeira fase das eliminatórias", considerou. Para Zizinho, o principal erro do Brasil foi se preocupar excessivamente com a altitude e não com sua postura em campo. Considerado um dos melhores jogadores da década de 1950, o ex-meia da seleção defendeu a formação de um time somente com jogadores que atuam no país. Segundo Zizinho, fora do Brasil, não existe nenhum Pelé, Garrincha ou Zico para que sejam sempre convocados. "Está faltando seriedade, tanto nos comandados como nos comandantes." Um dos mais revoltados com as recentes atuações da seleção é o ex-atacante Vavá, bicampeão mundial em 1958 e 1962. "Tá na hora das pessoas serem menos bobas e imbecis e aprenderem as suas profissões", protestou. "Já estou até duvidando se somos tudo aquilo que dizem." Capitão da seleção brasileira que conquistou o campeonato mundial no México, em 1970, Carlos Alberto Torres acredita que a "internacionalização" do futebol brasileiro provocou uma falta de identidade nos atuais jogadores. Ele isentou o técnico Emerson Leão da culpa pela derrota e, usou como justificativa, o pouco tempo que o treinador está na seleção.

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