Craques jogam Rio-SP de olho na Copa

O jogo que Etti e São Paulo fazem amanhã à tarde, em Jundiaí, é mais do que o pontapé inicial em nova edição do Torneio Rio-São Paulo. A partida no Estádio Jaime Cintra inicia o que se pretende transformar na grande renovação no futebol do Brasil. Na nova ordem nacional, os duelos regionais terão mais importância do que os tradicionais e simpáticos campeonatos estaduais. Se a fórmula dará certo, só tempo dirá, já que os confrontos entre Estados ocorrerão também na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro. O Rio-São Paulo é decisivo, também, para muitos jogadores. A pouco mais de quatro meses para a largada do Mundial, muita gente corre atrás das vagas que restam no grupo da seleção que Felipão levará para a Coréia do Sul e para o Japão. Embora o treinador diga que tem grande parte da base montada, há espaços a serem preenchidos no elenco de 23 escolhidos. A perspectiva de disputar uma Copa do Mundo está no horizonte de cinco corintianos - do arredio Dida ao jovem Gil. O atacante diz que está mais experiente e menos ansioso. Já o volante Vampeta não esconde que a transferência da Gávea para o Parque São Jorge foi de olho na Ásia. "Quero entrar em forma o mais rapidamente possível", diz o atleta. "De preferência para jogar contra o Americano, dia 27, e quem sabe ser convocado para o amistoso com a Bolívia." A vontade de ser lembrado é o desejo do zagueiro Scheidt, que teve chances na época de Vanderlei Luxemburgo. "Claro que pretendo chamar a atenção", avisou. "Quem não almeja ir ao Mundial pode ficar em casa, não é profissional." Os são-paulinos Rogério e Kaká igualmente entram em campo de olho no título e na seleção. "Confio na minha capacidade e também no Felipão", afirma o goleiro. "Estou engatinhando no futebol", reconhece o atacante. "Tenho muito a aprender. Mas não tem como não pensar em Copa. E sei que tenho condições de defender o Brasil." Um dos mais interessados em mostrar serviço no Rio-São Paulo é Romário. O astro do Vasco sabe que precisa recuperar a confiança do comandante da seleção, perdida com a ausência na Copa América. "É uma oportunidade de provar que posso ir ao Mundial", adiante o Baixinho. "O jogo com a Ponte Preta é importante, porque logo em seguida há a convocação para enfrentar os bolivianos." Juninho Paulista trocou o Vasco pelo Flamengo, mas não abandonou a idéia de enfim disputar uma Copa, depois da frustração de 98. "O momento é de esforço total", proclama. Mais reticente é Júlio César, seu novo companheiro de time. O goleiro diz que sonha com a seleção, mas desconversa. "Tudo acontecerá na hora certa." Que pode vir no Rio-São Paulo.

Agencia Estado,

18 de janeiro de 2002 | 20h09

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