Crea deve interditar três estádios no Rio de Janeiro

Cabofriense, Americano e Madureira podem jogar o Campeonato Carioca sem mandar partidas em casa

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2008 | 20h21

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) provavelmente vai interditar nesta quinta-feira três estádios que seriam sedes de jogos do Campeonato Carioca de 2008: Alair Corrêa, do Cabofriense; Godofredo Cruz, do Americano; e Aniceto Moscoso, do Madureira. Pelo regulamento da competição, os times de menor porte só vão atuar em casa quando não enfrentarem os quatro grandes da capital.  Segundo o presidente do Crea, Reynaldo Barros, os três locais possuem problemas estruturais, o que pode provocar queda da arquibancada e do teto. Foi essa a conclusão da vistoria realizada desde o dia 4 de janeiro por equipes de fiscalização do conselho, a pedido da Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj).  O Crea fará nesta quinta-feira a última inspeção nos três estádios reprovados para verificar se as medidas emergenciais já foram tomadas a dois dias da estréia do Carioca. "Provavelmente, ninguém fez nada", declarou Barros, durante vistoria feita ontem à tarde no Maracanã.  Em sua visão, é pouco provável que sejam disputadas partidas do Estadual no Alair Corrêa, Godofredo Cruz e Aniceto Moscoso. "Pode até ter jogo, mas sem público." De acordo com o presidente do Crea, por lei, cada estádio é obrigado a ter um engenheiro responsável. No entanto, segundo Barros, isso não ocorre na maioria dos 12 palcos do futebol carioca visitados por sua equipe de fiscalização. Apenas Maracanã, São Januário e Engenhão cumprem tal determinação. Por meio de sua assessoria, o presidente da Cabofriense, Valdemir Mendes, disse que todos os problemas no Alair Corrêa já foram solucionados. Segundo o dirigente, o Crea condenou um muro, já derrubado, e uma viga de aço que sustenta a arquibancada. O presidente do Madureira, Elias Duba, garantiu que o Estádio Aniceto Moscoso não será interditado. "O Crea detectou uma corrosão numa das pilastras da arquibancada, mas contratei uma empresa especializada e o problema foi resolvido."  O presidente do Americano, César Gama, afirmou que não recebeu nenhuma notificação oficial do Crea e destacou ter em mãos um laudo do Corpo de Bombeiros, no qual o estádio está liberado para receber três mil pessoas.  "O Crea recomenda avaliação técnica de todos os órgãos competentes e não apenas do Corpo de Bombeiros", avisou Barros.

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