Cremesp vai investigar tratamento de Telê

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) irá investigar denúncias de que o ex-técnico Telê Santana foi vítima de erros de procedimento no tratamento de acidente vascular cerebral (AVC). O próprio filho de Telê, Renê Santana, cobrou, no dia 11 deste mês, por meio de e-mails, o posicionamento do Conselho após a publicação de uma reportagem no site NoMínimo. Em entrevista à publicação eletrônica, o presidente do Cremesp, Clóvis Francisco Constantino, disse que foi aberta uma sindicância para apurar se houve erro de conduta no tratamento. Telê submeteu-se, em janeiro de 1996, a uma angiografia cerebral e cateterismo cardíaco, exames que, segundo a denúncia, seriam desnecessários e proporcionavam riscos elevados. O exame teria sido feito por indicação do cardiologista Giuseppe Dioguardi, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. "Ele chegou inteiro, altivo, saudável ao hospital para fazer o exame e saiu de lá aniquilado. Aquilo acabou com a vida dele", desabafou Renê, que disse ter cobrado providências ao Cremesp pelo sentimento de "cidadão". "Eu me vi na obrigação, como cidadão, de ajudar na elicidação desse problema da medicina." Segundo Constantino, a sindicância, instaurada dia 12, deverá durar de 30 a 75 dias. O ex-treinador do São Paulo e da seleção brasileira sofreu uma isquemia cerebral no final de 1995, o que interrompeu sua trajetória esportiva. Recentemente, Telê, de 72 anos, foi internado e se submeteu a cirurgias de revascularização da perna esquerda e de dilatação do canal urinário. Como apresentou um quadro de isquemia grave no pé esquerdo, precisou passar por outra operação, no dia 22 de dezembro, e teve parte da perna amputada (12 centímetros abaixo do joelho).

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