Cresce apoio para Colômbia sediar copa

A libertação do vice-presidente da Federação Colombiana de Futebol, Hernán Mejía Campuzano, na quinta-feira pela manhã, parece ter restabelecido o crédito dos países vizinhos à Colômbia para sediar a Copa América e prova disso são as manifestações recebidas pelo país nesta sexta-feira. O presidente do Chile, Ricardo Lagos, falou com o dirigente máximo da Fifa, Joseph Blatter, em visita ao país, para que reconsidere e sugira a Colômbia como sede da competição. ?Nosso desejo é que não seja um grupo pequeno que impeça uma nação de aproveitar uma grande festa como esse torneio?, disse.A Federação Boliviana de Futebol (FBF) através de seu presidente, Wálter Castedo, também manifestou apoio ao país e confirmou seu voto na reunião de sábado, em Buenos Aires, onde será definido oficialmente o local da disputa. ?A Bolívia votará na Colômbia. Esta é uma decisão unânime de nossos dirigentes esportivos e autoridades?, frisou.A Venezuela é outro país vizinho que votará pela permanência da competição na Colômbia. O presidente da Federação Venezuelana, Rafael Esquivel, expressou em nota oficial que vai propor a manutenção do país como sede. ?Apoiaremos a Colômbia como sede da Copa América?, dizia a nota. O presidente Hugo Chávez reforçou o apoio.Direita e Esquerda - Nem só de apoio diplomático e das federações esportivas se cerca a Colômbia para confirmar o país como sede da Copa América. Pode parecer irônico, mas agora até os guerrilheiros disputam um espaço no noticiário para demonstrarem apoio a realização do torneio. Nesta sexta-feira, as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), grupo paramilitar de extrema direita, pediram à Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) para não cancelar a competição, pois ela será respeitada pelos guerrilheiros. Do outro lado, a mesma promessa. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN), grupos de esquerda, pedem a realização da disputa sul-americana no país. Uma nota emitida pela Internet da AUC pede a reconsideração da CSF. ?Apelamos à sensatez e solidariedade dos participantes da Copa América e da entidade responsável pelo torneio para que não prive os colombianos de um dos maiores eventos esportivos internacionais. Nosso respeito e apoio à competição é incondicional?. A nota é assinada por Carlos Castaño e Ernesto Báez.

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